O Partido Socialista, que é oposição na Câmara de Caminha, absteve-se na votação do Plano de Atividades e Orçamento para 2026 que foi aprovado ontem (18 de dezembro) em reunião extraordinária do executivo, com os votos favoráveis da maioria de direita.
Relativamente ao documento, Rui Lages começou por lamentar que as verbas a transferir para as freguesias apenas contemplem uma majoração de 20%, e lembrou que quando a direita era oposição sempre disse que as freguesias seriam o centro da sua atuação, algo que segundo o PS não se reflete neste orçamento.
Quanto aos impostos Rui Lages diz que o atual executivo se limitou a fazer uma “tímida” mexida no IMI, deixando os restantes impostos nos mesmos valores que vinham sendo praticados. O líder da oposição acusa Liliana Silva de não cumprir a sua palavra depois de ter feito promessas de baixas substanciais nesta matéria.
Apesar de deixar algumas críticas, o PS justificou o sentido de voto por considerar “ser importante garantir as condições de governabilidade da Câmara Municipal, colocando sempre o interesse do concelho em primeiro lugar”. No entanto lembra que esta posição não corresponde a uma carta em branco e que o Partido Socialista continuará a fiscalizar com rigor a atividade municipal e as opções políticas do executivo.
Rui Lages, vereador do PS, a prometer para os próximos quatro anos uma oposição construtiva e responsável, para encontrar as melhores soluções para o concelho.



