O executivo municipal de Valença aprovou o orçamento para 2026, no valor de 39,8 milhões de euros, que a maioria PS classifica como “o maior de sempre” e o PSD, que se absteve, considera “pouco ambicioso”.
O valor do orçamento deste ano é de 33,5 milhões de euros.
Em declarações hoje à Lusa, os dois vereadores do PSD, Jorge Moura e Cristela Oliveira, referem que o documento “está parcialmente alinhado com os princípios definidos” pelo partido “ao nível de uma política de impostos baixos para as famílias e empresas, e também com o aproveitamento dos fundos comunitários existentes para o desenvolvimento municipal”.
Contudo, dizem ser “pouco ambicioso em áreas estruturantes para o município, como é o caso da digitalização da economia, geração de postos de trabalho qualificados e da fixação de jovens no concelho”.
Para a maioria socialista na Câmara de Valença, no distrito de Viana do Castelo, a aprovação do orçamento é “um momento histórico que assinala o maior orçamento de sempre da autarquia”, que “marca uma nova etapa de consolidação do projeto de transformação económica, social e cultural iniciado em 2021, afirmando-se como um instrumento de estabilidade, proteção das famílias e promoção do desenvolvimento sustentável do concelho”.
Segundo os socialistas, o orçamento para 2026 “prioriza investimentos estruturantes nas áreas da educação, saúde, habitação, ação social, desenvolvimento económico, cultura, ambiente, mobilidade e ordenamento do território”.
O orçamento “reafirma, ainda, uma política fiscal favorável, mantendo o IMI nos valores mínimos, o IMI Familiar, a devolução de 5% do IRS e uma derrama reduzida, traduzindo o compromisso do município com o alívio da carga fiscal e o reforço da competitividade económica local”.
“O futuro constrói-se hoje, com coragem e com compromisso. Estes são os valores que orientam um orçamento com a visão de uma Valença mais justa, qualificada, competitiva inclusiva e preparada”, afirma o presidente da Câmara, José Manuel Carpinteira, cita numa nota enviada às redações.
Já o PSD “vê de forma preocupante a transferência de muitos investimentos previstos para 2025 para 2026, o que coloca em causa, mais uma vez, a capacidade do executivo concretizar as propostas”.
Para os dois vereadores social-democratas, o orçamento é discriminatório para as coletividades, beneficiando apenas uma parte das mesmas.
“A abstenção nesta votação é, assim, um sinal de alerta e de responsabilidade, demonstrando abertura ao diálogo e à melhoria das opções orçamentais, mas também exigindo maior rigor na execução, maior equilíbrio na distribuição de verbas e um compromisso real com o que é anunciado”, sustentam.



