Lítio: Movimento cívico sempre acreditou na exclusão de Arga de prospeção

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O movimento SOS Serra d’Arga disse ter mantido “sempre a convicção” de que a zona de Arga seria excluída da prospeção de lítio e que a contestação popular e das autarquias do Alto Minho iria vingar.

“É com enorme satisfação que recebemos a decisão da exclusão de Arga, embora não nos tenha surpreendido. Tivemos sempre a convicção de que a Arga não poderia entrar no concurso. Temos a convicção de que a contestação popular, a contestação das autarquias, das juntas de freguesia e dos baldios muito contribuiu para esta decisão”, afirmou hoje a porta-voz do movimento cívico.

Contactada pela agência Lusa na sequência da decisão hoje anunciada pelo Ministério do Ambiente e Ação Climática (MAAC) de exclusão daquela área do concurso público para a pesquisa e prospeção de lítio, Ludovina Sousa afirmou que “seria um atentado que se pudesse fazer uma exploração mineira na Arga”.

No caso da área denominada Arga, núcleo constituído pelas freguesias de Arga de Baixo, Arga de Cima e Arga de São João, no concelho de Caminha, a Avaliação Ambiental Estratégica (AAE) promovida pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) concluiu que face à “expectável classificação” da Serra d’Arga como Área Protegida, “mais de metade da superfície é considerada interdita ou a evitar”.

A Serra d’Arga abrange os concelhos de Caminha, Vila Nova de Cerveira, Viana do Castelo e Ponte de Lima e está atualmente em fase de classificação como Área de Paisagem Protegida de Interesse Regional.

“Estamos muito felizes. Vamos agora continuar o nosso trabalho junto das autarquias para criação da Paisagem Protegida”, referiu Ludovina Sousa.

A porta-voz do movimento cívico garantiu que o SOS Serra d’Arga estará sempre disponível “para trabalhar em prol da promoção e divulgação do território”.

“Não somos um movimento de contestação que se encerra ou que termina porque teve o seu objetivo cumprido. Estaremos sempre muito atentos a que não haja outras incursões. Continuaremos com as ações de solidariedade para com os outros territórios que estão ameaçados”, sublinhou.

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