Caminha: Novo mercado municipal deveria estar a funcionar este verão

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O novo mercado municipal de Caminha já deveria estar a funcionar. O anúncio foi feito pela Câmara de Caminha em 23 de Março de 2022, em nota enviada à imprensa, onde se podia ler que a “estrutura deverá funcionar em pleno no próximo verão”.

 

O assunto do novo mercado foi discutido na última assembleia municipal extraordinária convocada pela Coligação O Concelho em Primeiro (OCP) que se realizou no passado dia 17 de maio.

Jorge Nande, da Coligação O Concelho em Primeiro, numa breve explicação prévia que fez sobre o tema, considerou que haviam muitas questões que os caminhenses precisavam de saber e queriam ver esclarecidas.

“Os caminhenses precisam de saber, por um lado, o porquê destes atrasos, por outro perceber o que é que esta obra já custou, o que ainda falta fazer e quanto vai custar”, sublinhou.

Uma obra que, segundo o deputado da OCP, deveria ter sido iniciada a 14 de Julho de 2020, ou seja no dia a seguir à sua consignação que foi a 13 de julho, e cujo plano de segurança e saúde só foi aprovado pela Câmara Municipal de Caminha a 8 de março de 2021.

Para o deputado da CDU Celestino Ribeiro, o processo de construção do Mercado Municipal de Caminha, “ficará para a história pelas estórias que ele envolve. Após os anos de contestação e exigência de maior dignidade ao Mercado Municipal, a controvérsia pela manutenção do lugar nobre de Caminha, que se alia ao espaço de feira semanal concomitante, até à decisão final de se avançar com esta opção, passaram cerca de 3 mandatos (12 anos), excluindo outras discussões prévias. Após a decisão, comprovado pelos documentos enviados, conta-se outra história cronológica que fala por si. Consignação da obra, em julho 2020, com data prevista de conclusão para maio 2022”.

Mas a verdade, lembrou Celestino Ribeiro, “é que já estamos em maio de 2023 e a obra ainda não foi entregue e desde a data da consignação até agora já lá vão 3 anos”, disse.

Nessa mesma assembleia municipal extraordinária, Rui Lages disse estar feliz por ter participado no arranque do novo mercado e criticou a posição da direita a quem acusou de “enlamear” a obra.

O autarca admitiu que a empreitada está a demorar “tempo de mais” mas justificou esse atraso com o facto de a mesma ter apanhado a pandemia, momento em que apesar da construção civil não ter parado, houve muita dificuldade na entrega de materiais.

Questionado pelo deputado do Bloco de Esquerda sobre a previsão do término da obra, Rui Lages disse acreditar que a mesma poderia estar concluída ainda durante o primeiro semestre de 2023, o que não aconteceu.

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