Município de Caminha lidera processo de reativação da Associação de Municípios da Serra d’Arga

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O Município de Caminha está a liderar um processo de regularização institucional e reativação da Associação de Municípios da Serra d’Arga, uma estrutura criada para promover a defesa, valorização e desenvolvimento sustentável de um dos mais importantes patrimónios naturais e culturais do Alto Minho.

Apesar da relevância estratégica desta associação para o território, a atual Presidente da Câmara Municipal de Caminha, Liliana Silva, revelou que, aquando da entrada em funções do atual executivo, foi identificada uma prolongada ausência de atividade institucional. Em declarações, a autarca explicou que “quando entramos deparamo-nos com o facto de nunca ter havido qualquer reunião nem ter sido prestadas contas às Finanças”, acrescentando que “o Tribunal de Contas veio pedir esclarecimentos e assunção de responsabilidades, que podem ser financeiras, por falta de prestação de relatório e contas da associação”.

Segundo Liliana Silva, esta situação comprometeu o funcionamento da entidade e impediu a concretização de projetos importantes para o território: “com esta falta de atividade perderam-se fundos, apoios e um trabalho concreto na defesa da Serra d’Arga”.

Perante este cenário, o atual executivo municipal decidiu assumir um papel ativo na resolução do processo, promovendo a regularização administrativa da associação e relançando a sua atividade institucional, informou a Câmara Municipal em nota enviada à imprensa esta manhã.

Nesse sentido, a Presidente da Câmara Municipal de Caminha convocou e reuniu a direção da associação, tendo sido elaborado o orçamento para o ano de 2026. Hoje realiza-se a Assembleia Geral da Associação de Municípios da Serra d’Arga, momento em que tomarão posse os novos membros recentemente nomeados pelas respetivas assembleias municipais. Segundo o município, este processo representa mais do que uma mera regularização administrativa. “Trata-se de devolver à Associação de Municípios da Serra d’Arga o papel estratégico para o qual foi criada: defender, valorizar e projetar a Serra d’Arga enquanto património natural, ambiental, cultural e identitário da região. A reativação desta estrutura permitirá retomar projetos conjuntos entre municípios, captar financiamento e desenvolver iniciativas estruturantes de proteção ambiental, promoção turística e valorização cultural, essenciais para o desenvolvimento sustentável do território”, concluem.

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