Coreto Porta-Jazz em Ponte de Lima no dia internacional do Jazz

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O Teatro Diogo Bernardes em Ponte de Lima, irá receber o Coreto da Porta-Jazz no próximo dia 30 de Abril, data comemorativa do Dia Internacional do Jazz. Estivemos à conversa com um dos responsáveis deste colectivo do Porto, o musico João Pedro Brandão, que nos vai desvendar um pouco do concerto que nos espera em Ponte de Lima.

Jornal Caminhense – Como surgiu o Coreto Porta-jazz?
JP Brandão – O Coreto Surgiu da minha vontade de escrever música para um grupo com esta formação – uma espécie de small big band. Essa vontade coincidiu com outra – a de explorar a música do mediterrâneo com a qual sentia uma grande afinidade e proximidade e simultaneamente curiosidade. Na altura propus este projecto para o meu mestrado, tendo acabado por realizá-lo nesse contexto – daqui surgiu o 1º repertório do Coreto que resultou no primeiro disco “Aljamia” com música de minha autoria, que também foi mote para a elaboração do projecto editorial da Porta-Jazz (Carimbo).

Jornal Caminhense – Não deve ser muito fácil reunir o grupo todo para ensaiar e para os concertos… Ainda por cima que todos os elementos fazem parte de outras formações. Como acontecem esses ensaios e concertos?
JP Brandão – Os ensaios realizam-se essencialmente quando à projectos composicionais novos, ou concertos. Como tentamos ter repertório novo todos os anos, acabamos por conseguir alguma regularidade nos ensaios, embora obviamente os tenhamos que programar com alguma antecedência dada a dimensão do grupo e a actividade intensa dos seus elementos. Por outro lado gostaríamos de mostrar mais a nossa música ao vivo, mas compreendemos que a dimensão da banda não facilite muito o processo…

Jornal Caminhense – O primeiro disco surge de um trabalho académico, foi fácil transpor essa pesquisa para um universo de 12 músicos?
JP Brandão – O processo foi dinâmico e simultâneo, ou seja, com dois pressupostos: o ensemble e a música do mediterrâneo. Na pesquisa do 2º fui encontrando elementos para compor. Fiz algumas versões experimentais para quarteto, mas na realidade foi bastante natural escrever para o Coreto, já que era nele que desde início queria ver a música materializada.

Jornal Caminhense – Existe um iato entre o primeiro disco “Aljamia” de 2012 e o segundo Mergulho de 2014. Desta vez com temas de António Pedro Neves. Em 2015 saí o terceiro disco, desta feita um disco que se poderia dizer do colectivo, não tendo só um criador. É importante essa identidade global?
JP Brandão – Quando gravamos o “Aljamia” a Associação Porta-Jazz (com a qual estou envolvido intensamente desde a sua formação) estava a dar os seus primeiros grandes passos, e pareceu-me interessante incluir o Coreto nesse projecto, ou seja tornar o Coreto no Ensemble da Porta-Jazz e abri-lo a outros compositores, aumentando simultaneamente a probabilidade de o manter vivo!. Na realidade, o iato de que falas, em termos de criação, não existiu, porque desde desse primeiro disco que fui desafiando vários músicos (dentro e fora do Coreto) a escrever peças para o grupo – encomendas que normalmente apresentamos no Festival Porta-Jazz. O AP após um desses momentos, resolveu levar o desafio mais além e escreveu um repertório inteiro que resultou no segundo Disco “Mergulho”. O terceiro disco é precisamente a reunião de algumas das peças que foram sendo escritas ao longo destes anos para o Coreto – há mais repertório que ainda não foi registado.

Jornal Caminhense – Tem apresentado o vosso projecto fora da sala da Associação? Como tem sido a recepção ao vosso ensemble?
JP Brandão – Não vou entrar em falsa modéstia… a recepção tem sido muito boa. O público tem tido óptimas reacções, que nos leva apenas a ter pena de não conseguir levar este projecto a mais locais. Já fizemos concertos em clubs, e salas grandes e pequenas, ao ar livre e dentro de portas, dentro e fora do Porto, e fora de Portugal, e a reacção tem sido muito motivante.**

Jornal Caminhense – O que o público poderá esperar deste concerto do dia 30 de Abril no Teatro Diogo Bernardes em Ponte de Lima nas comemorações do dia internacional do jazz?
JP Brandão – O Coreto irá interpretar essencialmente música dos seus 3 discos.
É um grupo grande, com possibilidades tímbricas e dinâmicas muito amplas, o que permite criar ambientes muito contrastantes e diversos.
O prometido é que o faremos com muito prazer e que levaremos toda a nossa energia para o palco!

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