Comerciantes de Caminha discordam de redução da Feira Medieval

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A Feira Medieval de Caminha vai ser realizada, este ano, sob um novo formato de duração mais curta. Os 10 dias do evento foram reduzidos pelo novo executivo camarário caminhense para apenas cinco dias. Cortou-se assim para metade o formato inicial, quando tinham sido os comerciantes de Caminha a pedir que a feira fosse prolongada.

Em declarações esta semana à Rádio Caminha, o actual presidente da Câmara, o socialista Miguel Alves, explicou a decisão de redução do número de dias do evento com os elevados custos que, na sua opinião, não se traduziam em benefício.Miguel Alves garantiu que a decisão foi apoiada em várias conversas que teve com empresários, grupos de pessoas, agentes políticos e instituições.

A Rádio Caminha saiu à rua para ouvir comerciantes e instituições do concelho e percebeu que as opiniões dividem-se, mas a maioria dos auscultados não concorda com a decisão do presidente da Câmara.

É o caso de Carmo Cunha, com um comércio na rua da Corredoura.

Da mesma opinião partilha Susana Fernandes, que trabalha numa tabacaria localizada no centro histórico de Caminha.

Também Teresa Cerqueira, uma florista que sempre participou na Feira Medieval, discorda da redução do número de dias do evento.

As associações do concelho de Caminha aproveitavam os 10 dias de festa para obterem algum dinheiro extra.Com a redução para metade do número de dias do evento, o lucro vai sofrer o mesmo corte, como explicou à Rádio Caminha José Luís Lima, da associação Virabombar.

Mas também há adeptos da decisão tomada pelo presidente da Câmara, ainda que em menor número. Carla Feital, comerciante, acredita que 10 dias de Feira Medieval era demasiado tempo.

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