Caminha: Escassez de lampreia no rio Minho faz disparar os preços

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Iniciou no passado dia 2 de janeiro mais uma safra da lampreia no rio Minho e segundo o presidente da Associação de Pescadores de Caminha, não há memória de uma pescaria começar com tão poucos exemplares e com preços tão elevados.

O caudal do rio e excesso de água doce parece ser a principal causa para o tão reduzido número de exemplares neste inicio de época, como revelou ao Jornal C o presidente da Associação de Pescadores, Augusto Porto.

 

O facto do arranque não ter começado da melhor forma não quer dizer que não vá ser um bom ano de lampreia, o presidente da associação acredita que será uma questão de tempo até que as águas estabilizem e se assim acontecer, fevereiro e março poderão até ser muito bons.

 

AUGUSTO-PORTO
Augusto Porto, Presidente da Associação de Pescadores de Caminha

Pouca lampreia é sinónimo de preços mais elevados e neste momento um exemplar de lampreia pode custar, na primeira venda, entre 50 a 60 euros. Valores históricos segundo Augusto Porto.

 

Apesar de cara a lampreia tem bastante procura.

 

O meixão, outras das espécies capturadas no rio Minho, também tem andado escassa. As causas são as mesmas, excesso de água doce que no caso do meixão tem uma maior influência.

A lua de janeiro está comprometida, resta saber o que trará a lua de fevereiro.

 

Quanto aos preços, na primeira lua o quilo do meixão rondou os 600 euros e na segunda entre 350 e 400 euros.

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