A Câmara de Paredes de Coura anunciou hoje um investimento de 400 mil euros para melhorar o conforto e sustentabilidade energética do albergue municipal de Pedro de Rubiães, e para garantir segurança aos peregrinos de Santiago de Compostela.
Segundo a autarquia do distrito de Viana do Castelo, o Caminho Português de Santiago de Compostela, na Galiza “atravessa as freguesias courenses de Agualonga, Rubiães e a Agregação de Freguesias de Cossourado e Linhares”.
Este movimento “representa um significativo aporte económico para o nosso território, nomeadamente, nestas freguesias percorridas por centenas de peregrinos que todos os anos escolhem o milenar Caminho”.
Para o albergue “que agora completa 20 anos há um conjunto de ações integradas e complementares que visam a redução dos consumos energéticos e, simultaneamente, atualizar os níveis de conforto para os utentes deste equipamento”.
As “medidas passam por aumentar os níveis de isolamento térmico do edifício – em paredes, coberturas e vãos – mas também pela renovação quase integral dos sistemas de aquecimento de águas e de climatização”.
Com “o objetivo de melhorar a salubridade dos espaços de camarata, será incorporado um sistema mecânico de renovação de ar, estando ainda prevista a instalação de painéis fotovoltaicos que permitirão reduzir os consumos de eletricidade”.
Os “balneários do albergue serão integralmente renovados, atendendo ao elevado desgaste que apresentam”.
“Com o intuito de corrigir sítios potencialmente perigosos para os peregrinos, as ações de melhoria das condições de segurança do traçado do caminho incidem especialmente nos momentos em que este cruza as estradas nacionais ou decorre ao longo das vias de maior intensidade de tráfego automóvel”, explica a autarquia.
Em matéria de segurança a “estratégia para as situações de cruzamento é criar condições para que o peregrino tenha espaço, tempo e visibilidade antes de atravessar a estrada (mais do que obrigar o veículo a parar)”.
“Em algumas situações serão necessárias algumas intervenções físicas que alarguem ou desviem o caminho (muros, rampas), mas a ênfase maior será dada a sinalética vertical que apresentará aos peregrinos a aproximação a uma situação de perigo. Para as situações em que o caminho decorre ao longo da margem da estrada, serão introduzidos delimitadores flexíveis para separar física e visualmente a faixa do peão da faixa do automóvel”, sustenta o município.
Para a autarquia objetivo destas medidas “é reduzir ao mínimo o conflito, eminentemente perigoso, entre o fluxo de peregrinos e o trânsito automóvel quando estes coincidem no mesmo espaço”, sendo que, “nos momentos em que é possível retirar o caminho da estrada, optou-se por desviar o percurso para caminhos interiores existentes, que serão objeto de reabilitação”.
“Nesta candidatura, juntamente, com os concelhos de Ponte de Lima, Paredes de Coura e Valença, será ainda desenvolvida uma ação complementar que pretende salvaguardar a segurança dos peregrinos, nomeadamente um sistema que permita, quando acionado, identificar e localizar pessoas em estado de necessidade, sobretudo nas zonas em que a rede móvel é deficitária ou mesmo inexistente”, acrescenta a autarquia.



