A proposta de baixa do IMI em 0,01% para 2026, apresentada pelo executivo caminhense liderado por Liliana Silva, mereceu muitas críticas na última Assembleia Municipal por parte do PS e também do Chega que consideraram que a redução proposta pelo executivo defraudava as expetativas dos caminhenses e não cumpriam aquelas que tinham sido as promessas eleitorais da Coligação de Direita. Para o Chega a proposta é “irresponsável” e “populista”, já o Partido Socialista fala numa “desilusão”.
O Chega considerou que a baixa proposta pelo executivo em pouco ou nada vai beneficiar os caminhenses, mas que para a Câmara vai ter impacto nas contas. O deputado João Ramos considerou mesmo que o executivo estava a ser “irresponsável” ao avançar com esta baixa.

Apesar de anunciar que iria votar favoravelmente esta proposta, o Partido Socialista não deixou de considerar que a baixa de IMI proposta pela Câmara ficou muito aquém do prometido em campanha eleitoral pela Coligação O Concelho em Primeiro, (OCP) referindo mesmo que os 0,01% eram uma “desilusão” para todos os caminhenses.
O deputado socialista Carlos Carrilho lembrou o que a OCP disse no passado em relação à baixa de impostos promovida pelo PS e as promessas que fez aos caminhenses, promessas essas que não estão a ser cumpridas segundo os socialistas.

Coube à deputada Joana Whyte da Coligação OCP defender a proposta apresentada pelo executivo referindo estar chocada com o que estava a ouvir. A eleita acusou o PS de não ter feito no passado aquilo que estava agora a exigir ao novo executivo, nomeadamente uma maior baixa de impostos.
Posta à votação, a proposta de IMI apresentada pelo executivo foi aprovada com 34 votos a favor e um voto contra do Chega.



