O presidente da Câmara de Viana do Castelo pediu hoje desculpa às moradoras na estrada de Santa Luzia que reclamaram a “necessidade urgente de intervenção” em cerca de 230 metros daquela via.
“Peço desculpa por não termos tido a capacidade de avançar, este ano, com a requalificação da estrada. Tivemos um mandato extremamente exigente em termos de investimento e os recursos humanos foram os mesmos. Não tivemos capacidade de pôr mais obras em funcionamento”, afirmou Luís Nobre.
Dirigindo-se às quatro moradoras que intervieram no período aberto ao público, na reunião ordinária do executivo municipal, o autarca socialista garantiu que a revisão do projeto fica concluída até final de dezembro.
“A partir daí teremos todas as condições para, em janeiro, abrir o concurso público e arrancar com a obra no primeiro semestre de 2026. Este investimento já estava inscrito no orçamento deste ano e vai continuar no do próximo ano”, destacou.
Numa petição pública que lançaram, “os residentes e utilizadores da Estrada de Santa Luzia” sustentam que, o troço “se encontra ainda em paralelo de granito desregulado e não nivelado, com elevado declive, e que, ao contrário do resto da estrada de Santa Luzia, incompreensivelmente ainda não beneficiou de um pavimento asfaltado”.
“Apesar dos avisos e sistemáticos pedidos ao município, nomeadamente à União de Freguesias de Santa Maria Maior, Monserrate e Meadela, não existe nenhuma ação de prevenção, manutenção, substituição daquele piso por um pavimento asfaltado com sinalização horizontal adequada ao elevado tráfego rodoviário que aí circula”.
Os utilizadores e moradores naquela via realçam a circulação de veículos pesados, ambulâncias, carros de transporte de doentes, INEM, PSP, em marcha de emergência que lhes permita acederem ao hospital de Santa Luzia, em segurança.
“Importa também realçar que a pavimentação por asfalto irá reduzir significativamente o impacto sonoro e trepidação que o atual piso em paralelo provoca nas habitações e proporcionará aos residentes nesta estrada mais segurança e conforto compatíveis com os padrões atuais de qualidade de vida em ambiente urbano”, lê-se na petição.
Pedem ainda “a intervenção nos passeios – uma grande parte deles inexistente ou simplesmente sinalizados por pilaretes – e demais zonas circundantes, nomeadamente junto ao próprio escadório de acesso ao templo de Santa Luzia e, ao longo de ambos os lados da via”.
“A inexistência destes passeios, por exemplo, inviabiliza a circulação de uma cadeira de rodas, ou um carro de bebé, em segurança, junto a um hospital, assim como a circulação de pessoas com dificuldades motoras e a proteção dos peões num largo troço desta via”, acrescentam.



