O presidente da Associação Empresarial do Minho (AEM), Ramiro Brito, afirmou hoje que aquela região é o “motor” da economia do país, pela diversidade das suas empresas, pelo seu contributo para o PIB e pelo seu volume exportador.
Em declarações à Lusa no dia em que a AEM faz cinco anos, Ramiro Brito sublinhou que o título de motor da economia nacional foi dado, em primeira instância, pelo antigo ministro da Economia António Costa e Silva.
“Foi da boca do ministro que o ouvi pela primeira vez e não podia estar mais de acordo. O Minho tem, desde logo, uma coisa que em economia é extremamente importante e estrutural, que é a diversidade económica. Se olhar para Braga e Viana do Castelo, vai ver que nesta região encontra todas as áreas estruturais da economia do país”, referiu.
Áreas que, apontou, vão desde a metalomecânica à construção, ao têxtil, vestuário e calçado, a indústrias de tecnologia intensiva, à construção naval e à agricultura.
O Minho é, em si mesmo, o espelho da diversidade económica do país, e isso faz com que ele seja o motor da economia nacional”, acrescentou, destacando o contributo da região para o produto interno bruto (PIB).
Segundo números da associação, o Minho tem mais de 145 mil empresas, 97% das quais micro e pequenas, com um volume de negócios que ascende a 45.744 milhões de euros, 8% do PIB nacional.
O volume de exportações da região é de 10.762 milhões de euros, o que equivale a 14% do total nacional.
Segundo Ramiro Brito, foi para dar ainda mais potência ao “motor Minho” que foi criada, em 26 de maio de 2021, a AEM.
“A AEM nasceu para ocupar o lugar deixado vazio pela Associação Industrial do Minho, é essencialmente orientada para a indústria e é dos empresários. Não vive de nenhum subsídio, é paga pelos empresários, não temos dependência de nenhum organismo”, sublinhou.
Quando nasceu, a AEM tinha meia centena de associados, tendo, entretanto, atingido os atuais 230.
Representa 105 mil trabalhadores, um volume de negócios de 19.500 milhões de euros (7% do PIB) e exportações de 9.500 milhões de euros.
Agricultura e agroalimentar, ambiente e floresta, serviços, equipamentos, têxtil, vestuário e calçado, construção, tecnologia e inovação são os setores de atividade das empresas associadas da AEM.
Fomentar o crescimento das empresas e a criação de riqueza, valorizar os portugueses, aumentar a produtividade, participar na transição digital e energética e incentivar a economia circular e a sustentabilidade são as grandes apostas da associação.
“No fundo, queremos pegar em todo o potencial da região e transformá-lo em valor acrescentado, impulsionando o nosso tecido empresarial e ajudando-o a afirmar-se cada vez no mercado global”, rematou Ramiro Brito.
Os cinco anos da AEM são hoje assinalados com uma Cimeira da Indústria, em Braga, que pretende posicionar o Minho como “um verdadeiro centro de pensamento estratégico sobre o futuro da indústria europeia”.



