Apicultores do Alto Minho queixam-se de falta de apoio no combate à vespa asiática

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Os apicultores portugueses vão poder finalmente assegurar as suas produções graças à criação de um seguro de colmeias contra roubos, incêndios ou actos de vandalismo. Uma reivindicação antiga dos profissionais do sector, mas que exclui as perdas de colónias por doença ou predadores, como é o caso da vespa asiática.

Na região do Alto Minho, a associação local de apicultores, a APIMIL, aplaude a criação desta garantia de segurança, mas lamenta que o Governo tenha abandonado os profissionais que trabalham o sector do mel à sua sorte.

Alberto Dias revelou à rádio Caminha que há dois anos, quando as primeiras vespas velutinas (o nome científico da vespa asiática) foram detectadas em Portugal, os apicultores reuniram parceiros e realizaram estudos sobre a melhor forma de combater a praga. Até à data, não receberam qualquer feedback das entidades estatais, que literalmente ignoram o trabalho realizado.

A vespa asiática, que atingiu Portugal vinda de Espanha, através do Alto Minho, alastrou-se rapidamente na região nos últimos dois anos, ameaçando espalhar-se ao resto do país. No distrito de Viana, e perante a impassividade das autoridades, o combate à vespa asiática está a ser feito de forma descoordenada, com os bombeiros a assumirem o papel exterminadores da praga, sempre que são chamados e sem cobrarem por isso.

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