A Assembleia Municipal de Caminha reuniu ontem à noite para, entre outras propostas, aprovar as Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2026. Os documentos foram aprovados pela maioria da direita com 24 votos a favor e 11 abstenções do Partido Socialista e do Chega.
O orçamento para o próximo ano, que é o maior de sempre, ultrapassa os 35 milhões de euros, sendo que 10 milhões se destinam a investir em várias candidaturas submetidas e aprovadas. Para a Câmara Municipal, trata-se de um documento que “olha para o concelho como um todo, com propostas para alavancar Caminha”. A presidente da Câmara, Liliana Silva, considera que o orçamento para 2026 é um documento “completo e responsável” e representa “uma verdadeira revolução no que toca a investimento“.
“VOTO FAVORÁVEL DO PS NÃO É UM CHEQUE EM BRANCO” – JOÃO DOMINGUES

O Partido Socialista justificou a sua abstenção pela necessidade de “dar ferramentas e instrumentos legais” ao novo executivo para que este possa executar as suas políticas. No entanto fez questão de sublinhar que a abstenção socialista não é “um cheque em branco passado ao executivo”, mas sim “um exercício de oposição responsável”, e garante que vai continuar atento e exercer a sua atividade de fiscalização do órgão executivo “com rigor e firmeza”. Isso mesmo foi dito pelo líder da bancada João Domingues.
CHEGA ABSTÉM-SE MAS NÃO JUSTIFICA

O deputado do Chega, João Ramos, não deu qualquer justificação para a sua abstenção.
“ESTE ORÇAMENTO MARCA UMA VIRAGEM POLÍTICA CLARA E UMA NOVA FORMA DE GOVERNAR” – RICARDO CUNHA

Quanto à OCP, que votou favoravelmente o documento, coube ao deputado Ricardo Cunha fazer a sua defesa, referindo que o mesmo estava marcado por “prazos curtos, heranças difíceis e constrangimentos objetivos, sobretudo ao nível de projetos financiados pelo PRR cujo término ocorre em junho de 2026”.
Ricardo Cunha chamou a atenção para o facto de o executivo só estar em funções há pouco mais de um mês e de todo o trabalho de diagnóstico que foi preciso realizar num curto espaço de tempo. Considerou que o orçamento carrega decisões tomadas em mandatos anteriores, o que não é um problema mas sim a normalidade democrática. Para a OCP, “governar não é apagar o passado”.
Mas apesar de considerar que o orçamento reflete o passado, Ricardo Cunha salienta que não se trata de uma continuidade cega, já que o documento “marca uma viragem política clara e uma nova forma de governar”.
Este orçamento não é perfeito, disse o deputado, nem resolve todos os problemas, no entanto Ricardo Cunha da OCP pediu ao plenário que desse o seu apoio político ao documento, que na sua opinião é sério, responsável e revela coragem política.
Posto à votação, o documento GOP e Orçamento foi aprovado com 24 votos a favor e 11 abstenções do PS e do Chega.



