CIM Alto Minho investe mais de 200 mil euros no reforço da Proteção Civil

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A Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM Alto Minho) realizou ontem, dia 31 de março, no Cineteatro dos Bombeiros Voluntários de Vila Praia de Âncora, a cerimónia de entrega de novos equipamentos destinados a reforçar a capacidade operacional do Comando Distrital de Proteção Civil e das corporações de bombeiros do território.

A sessão contou com a presença de representantes institucionais das corporações de bombeiros e das respetivas associações humanitárias, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, da Federação dos Bombeiros do Distrito de Viana do Castelo, dos presidentes das câmaras municipais do Alto Minho e do vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), Pedro Machado.

Os equipamentos agora disponibilizados foram adquiridos no âmbito dos projetos ATEMPO, financiado pelo Interreg VI-A POCTEP, e ReforçAM, apoiado pelo Programa Regional do Norte 2021–2027 (NORTE 2030). No seu conjunto, representam um investimento superior a 200 mil euros, traduzido na aquisição de meios essenciais, como uma unidade autónoma para enchimento de cilindros de ar respirável, monitores interativos operacionais, tablets RugGear de uso tático e rádios portáteis SIRESP destinados aos serviços municipais de proteção civil.

Estes recursos contribuem para reforçar a capacidade de resposta em situações de emergência, melhorar a coordenação entre entidades e potenciar a atuação no terreno, num contexto em que o território se encontra cada vez mais exposto a fenómenos extremos e aos impactos das alterações climáticas.

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Na sua intervenção, o presidente da CIM Alto Minho, António Barbosa, destacou que este investimento “só é possível graças ao trabalho conjunto entre municípios e entidades regionais e operacionais”, sublinhando que “equipar mais e melhor exige visão integrada, cooperação intermunicipal e um compromisso efetivo com quem está na linha da frente”.

O responsável evidenciou ainda que a proteção civil enfrenta desafios crescentes, exigindo não apenas tecnologia avançada, mas também a valorização dos recursos humanos: “A proteção das populações depende da capacidade de reter e valorizar homens e mulheres que dedicam a sua vida ao serviço público. Os equipamentos só fazem sentido com equipas motivadas, reconhecidas e com carreiras dignas.”

António Barbosa referiu também que o Alto Minho vive um contexto de transformação decorrente das alterações climáticas, destacando a necessidade de reforçar a prevenção através de sistemas de vigilância, capacidade de antecipação e planeamento conjunto. Sublinhou que fenómenos recentes demonstram que “o mapa de risco mudou”, exigindo respostas mais integradas, eficientes e baseadas no conhecimento técnico e científico.

Por sua vez, o vice-presidente da CCDR-N, Pedro Machado, destacou o impacto do financiamento europeu na modernização das operações de proteção civil na região, afirmando que “a entrega de hoje demonstra como os fundos europeus se podem traduzir em soluções concretas e imediatamente aplicáveis no terreno para proteger vidas, bens e territórios”.

Recordou que o projeto ATEMPO abrange centenas de milhares de habitantes, integra ferramentas tecnológicas inovadoras e inclui formação especializada, enquanto o NORTE 2030 já permitiu aprovar diversas candidaturas no Alto Minho, totalizando mais de 3,6 milhões de euros em investimentos destinados ao reforço de meios e à modernização da coordenação operacional.

Para além do investimento agora concretizado, os responsáveis salientaram que esta cerimónia representa mais um passo num percurso contínuo. Em abril de 2025, a CIM Alto Minho já havia promovido uma entrega significativa de equipamentos às corporações, consolidando uma estratégia de modernização progressiva e articulada do sistema de proteção civil no território.

Os equipamentos hoje entregues serão utilizados de forma articulada pelo Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alto Minho e pelas corporações de bombeiros dos dez municípios, reforçando a capacidade de socorro, salvamento e proteção das populações. Representam, acima de tudo, melhores condições de trabalho para os operacionais e maior segurança para quem vive, trabalha ou visita o Alto Minho.

Com este investimento, a CIM Alto Minho reforça o seu compromisso com a construção de um território mais preparado, seguro e resiliente, prosseguindo um caminho de modernização sustentada da proteção civil, assente na cooperação, no conhecimento técnico e na solidariedade entre municípios.

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