Em Arcos de Valdevez, no coração do Alto Minho, a chegada da Páscoa traz consigo uma das tradições mais singulares da região: o desfile dos Bois da Páscoa. Todos os anos, no domingo que antecede a Páscoa, a vila enche-se de visitantes e curiosos que se juntam para assistir a este cortejo que celebra a cultura rural e as raízes agrícolas da terra.
Atradição está de volta e os Bois da Páscoa regressam a 20, 21 e 22 de março, prometendo três dias de celebração da cultura rural, das tradições do concelho e da animação popular.
O evento reúne exposico de bois e carros de bois, concursos, música ao vivo, folclore e o emblemático desfile que mantem viva uma das tradições mais genuínas do território.
A tradição remonta a várias décadas, tendo surgido por iniciativa dos talhantes locais. Na altura, os comerciantes exibiam os bois que seriam vendidos para consumo durante as festividades pascais. Com o passar do tempo, o simples gesto comercial transformou-se num evento cultural que mobiliza criadores de gado, associações e a própria comunidade.
Durante a manhã, os animais ficam em exposição, permitindo que residentes e visitantes apreciem a imponência dos bois e as características das raças criadas na região. À tarde, tem início o cortejo pelas ruas principais da vila. Os bois desfilam enfeitados, muitos deles cangados à moda antiga e acompanhados por carros de bois, recriando imagens do passado rural minhoto.
O desfile é frequentemente enriquecido pela presença de grupos folclóricos e rusgas populares, que animam o percurso com música tradicional e trajes típicos. O resultado é uma celebração que combina tradição, identidade e convívio, atraindo milhares de pessoas todos os anos.
Mais do que um espetáculo, os Bois da Páscoa simbolizam também o fim do período de jejum da Quaresma e o início das celebrações pascais. Para a população local, esta tradição representa um momento de orgulho e de afirmação das raízes rurais do concelho.
Hoje, o desfile continua a ser um dos momentos mais emblemáticos da Páscoa em Arcos de Valdevez, mantendo viva uma prática que liga o presente às tradições do passado e reforça o sentido de comunidade numa região profundamente marcada pela cultura agrícola.



