Caminha não baixa taxas da feira

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As taxas cobradas pelos espaços ocupados pelos feirantes em Caminha não vão baixar. Foi o que deixou claro o presidente da Câmara na última reunião do executivo, apesar dos sucessivos apelos dos comerciantes ambulantes para a necessidade de baixar os valores cobrados para evitar o fim de uma feira que está em claro declínio.

Ontem à tarde, na reunião de Câmara, o presidente Miguel Alves justificou que a autarquia não tem capacidade financeira para baixar as taxas, mas, em contrapartida, isenta os feirantes do pagamento da feira anual dos Santos, que muitos já deixaram de fazer por não ser feriado.

Não baixa as taxas cobradas aos feirantes, mas prolonga o horário de funcionamento dos bares de Caminha para dinamizar a actividade económica. Miguel Alves justificou a proposta com o pedido feito pelos donos dos bares para funcionarem definitivamente até mais tarde, até pelo menos até às três horas da manhã. A autarquia cedeu apenas mais meia hora e a título experimental até ao final de Fevereiro. Depois será feito o balanço para perceber se esta pode ser ou não uma decisão definitiva: a de ter os bares a funcionar até às duas e meia da manhã.

A reunião do executivo ficou também marcada pelas interrogações dos vereadores sociais democratas sobre a forma como o actual executivo socialista está a conduzir o processo do ferry-boat que Caminha partilha com La Guardia. Pela voz de Flamiano Martins, os sociais democratas deixaram no ar algumas perguntas a que o presidente socialista prometeu responder por escrito na próxima reunião.

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