A construção da superfície comercial prevista para Cristelo voltou a dominar o debate político em Caminha. Na última Assembleia Municipal, a deputada socialista Paula Aldeia acusou a presidente da Câmara, Liliana Silva, de faltar à verdade ao afirmar que o processo não continha qualquer parecer favorável da ADAM nem um acordo entre o promotor e o Hotel Porta do Sol para a construção de uma rotunda na EN13. Em resposta, a autarca defendeu que o parecer da ADAM, pelo seu teor, não pode ser considerado favorável, garantiu que o alegado acordo não consta do processo camarário e reiterou que o executivo teve fundamentos para anular o despacho de viabilidade emitido pelo anterior executivo, recusando ainda que essa decisão venha a ter consequências judiciais.

A deputada da Assembleia Municipal de Caminha, Paula Aldeia (PS), acusou a presidente da Câmara de Caminha, Liliana Silva, de ter faltado à verdade quando afirmou na última reunião de câmara extraordinária realizada no passado dia 25 de junho, que não existiam no processo para a construção de uma superfície comercial na freguesia de Cristelo, pareceres favoráveis de entidades externas, nomeadamente da ADAM nem nenhum acordo escrito entre o promotor e o Hotel Porta do Sol para a construção de uma rotunda na EN13.
No período antes da ordem do dia da última Assembleia Municipal que teve lugar na passada segunda-feira dia 29 de junho, a referida deputada dirigiu-se à chefe do executivo perguntando-lhe se mantinha as afirmações proferidas na reunião de Câmara extraordinária.

Em resposta à intervenção da deputada e líder de bancada socialista, Liliana Silva começou por admitir que existiam pareceres negativos relativamente à construção da superfície comercial, nomeadamente da CCDR-N. Segundo a autarca os únicos pareceres favoráveis que existem são para a construção de uma rotunda na EN13. Já relativamente ao parecer da ADAM, a presidente da Câmara referiu que tendo em conta o seu teor, o mesmo não podia ser considerado favorável. Assim sendo, Liliana Silva considerou que o atual executivo tinha todos os motivos para anular o despacho positivo emitido pelo anterior executivo no dia 10 de outubro de 2025, último dia de campanha eleitoral das autárquicas.
Após a intervenção da presidente da Câmara, a líder da bancada socialista voltou a pedir a palavra para solicitar um esclarecimento e dizer que a presidente da Câmara estava a faltar à verdade quando afirmava que não existia no processo nenhum parecer favorável da ADAM, nem nenhum acordo entre o promotor e o proprietário do Hotel Porta do Sol.

A deputada exibiu os documentos que no seu entender provam exatamente o contrário do que foi dito por Liliana Silva. Paula Aldeia perguntou porque é que a Presidente da Câmara estava a “esconder a verdade”.
Liliana Silva voltou a usar da palavra para responder à intervenção da deputada, a quem acusou de nunca perceber o que ela lhe tenta explicar e de ir para as redes sociais destratá-la em tudo o que é publicação.

Quanto ao acordo entre o requerente e o proprietário do Hotel, Liliana Silva garantiu que ele não consta do processo que está na Câmara e acusou o Partido Socialista de ter “informação privilegiada” relativamente ao processo do Continente.
A presidente da Câmara concluiu a sua intervenção referindo que anular despachos é um ato rotineiro numa Câmara Municipal e acusou a oposição de estar a criar uma crise política em torno de um processo que no seu entender não vai implicar qualquer processo judicial uma vez que, como referiu, “não existem direitos adquiridos”.
Excertos da última Assembleia Municipal de Caminha realizada no passado dia 25 de Junho no Teatro Valadares em Caminha.
Consulte aqui os pareceres e o acordo apresentados na AM pela deputada socialista Paula Aldeia:



