Ponte de Lima: Município vai construir e gerir três creches para responder a falta de vagas

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A Câmara de Ponte de Lima vai construir e assumir a gestão de três creches, com capacidade para 100 crianças, para dar resposta à falta de vagas sentida no concelho, disse hoje o presidente Vasco Ferraz.

“A criação de novas vagas é uma necessidade. O Governo prometeu creches a todas as famílias, mas nos territórios não há resposta. As Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) não estão interessadas em investir, porque o Governo não aumentou a verba, por utente, para cumprir a sua promessa às famílias. Não havendo interesse da sociedade civil, a câmara, nesta área, deve substituir-se e assumir este apoio direto às famílias”, afirmou à agência Lusa o autarca do CDS-PP.

O presidente da Câmara de Ponte de Lima, no distrito de Viana do Castelo, revelou que duas creches serão criadas no interior de centros escolares. Uma na freguesia de Gandra, nas proximidades do polo industrial da Gemieira, com capacidade para receber 60 crianças, que irá “funcionar em três turnos para acompanhar os horários dos pais que trabalham no polo industrial de Gemieira”.

A segunda creche será criada no centro educativo das Lagoas, em Estorãos, com 40 vagas, para apoiar as famílias do concelho que trabalham na zona industrial de Lanheses, em Viana do Castelo.

Vasco Ferraz destacou que o funcionamento das novas creches implicará a contratação de, “pelo menos, 22 novos funcionários e representará, para o município, um investimento anual de cerca de 600 mil euros”.

“É um esforço para apoio direto às famílias e pode até ser uma opção certeira de incentivo à natalidade. O objetivo é que as duas creches possam entrar em funcionamento no próximo ano letivo”, destacou o autarca.

A terceira creche, ainda em fase de negociação de aquisição de terrenos, será construída em Anais, junto ao polos industriais da Queijada e ao novo de Calvelo, que começará a funcionar “em breve”.

O início de construção das duas primeiras creches sofreu um revés por ter fechado deserto o concurso público lançado pela autarquia.

Vasco Ferraz apontou o preço base das empreitadas, 360 mil euros, e o prazo de construção, seis meses, como razões para a ausência de interessados.

“Na próxima reunião de câmara, [que decorrerá no dia 03 de outubro], será proposta a anulação dos procedimentos que fecharam desertos. Vamos abrir novo concurso público, aumentando o preço base, de 360 para cerca de 400 mil euros e dilatando o prazo de execução de seis, para oito meses”.

O investimento é financiado em 60% pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

LUSA

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