A presidente da Câmara de Caminha, Liliana Silva, anunciou na última reunião do executivo realizada na passada quarta feira dia 4 de março que a Plataforma Ensino, “uma plataforma cem por cento municipal e criada por técnicos do município, já está cem por cento funcional”.

Esta nova plataforma, “onde agora sim constam todos os alunos”, vai permitir segundo Liliana Silva “resolver o problema das faturas das refeições dos alunos que entretanto já foram todas enviadas para os pais. Em três meses resolvemos um problema que tinha anos e que era a falta de faturação que resultou em inúmeras queixas por parte dos encarregados de educação”.

A vereadora da oposição, Liliana Ribeiro, que no mandato anterior assumiu as funções de vereadora da educação, disse não ser verdade que todos os alunos não constassem na base de dados, acusando a presidente da Câmara de estar a “faltar à verdade quando afirma isso. “Havia uma plataforma, os alunos estavam todos inseridos e a senhora sabe disso porque tinha uma filha a estudar na escola e recebia as faturas”.
Mas segundo a presidente da Câmara não estava tudo em ordem e a prova disso eram as “sucessivas queixas por parte dos pais que queriam pagar as refeições e não conseguiam o que causava problemas no final do ano com o IRS e não tiveram direito às deduções”.
Liliana Silva reiterou que os alunos não estavam todos inseridos e que foi graças ao “trabalho hercúleo” da vereadora da educação Ana Rocha e da sua equipa “que inclusive levaram trabalho para casa para conseguirem os mais de 800 alunos”.

Desafiada pela presidente da Câmara a intervir sobre este assunto, a vereadora Ana Rocha acusou o anterior executivo de ter passado a bola para o GIAE (Gestão Integrada para Administração Escolar) ao mandar para lá a listas dos alunos para serem inseridos na plataforma, em vez de ser a Câmara a fazê-lo como aconteceu agora. Mesmo assim, a vereadora garantiu que os alunos não estavam todos inseridos e por isso alguns pais não conseguiram pagar. “Não me venham dizer que estavam todos inseridos porque não estavam, até porque houve pais que foram à Câmara para pagar e não existia nenhuma base de dados para os pais fazerem esse pagamento. Como aquilo já estava meio confuso e atrapalhado decidiram passar para o GIAE que inseriu os dados mas apenas a partir de setembro, para trás não havia nada”, garantiu.
A plataforma de ensino elaborada pela câmara ficou pronta na passada sexta feira e desde aí já foram enviadas as faturas aos encarregados de educação em formato papel. Em relação à faturação digital a vereadora disse que estava para sair uma vez que existiram problemas informáticos que atrasaram o processo. “Muito provavelmente o problema estará resolvido ainda hoje”, informou.
Liliana Ribeiro voltou a pedir a palavra para refutar as acusações da vereadora Ana Rocha quando acusou a Câmara de ter passado o trabalho para a GIAE para não ter de o fazer. “Isso não é verdade, ninguém descartou a suas responsabilidades, a única coisa que foi feita foi uniformizar o procedimento. Não foi para aliviar nem passar a bola para ninguém”, esclareceu.
A vereadora da oposição disse que as únicas faturas com problemas eram as faturas eletrónicas, e desejou à agora vereadora da educação que de futuro não lhe surgissem os mesmos problemas que ela teve enquanto exerceu as funções de vereadora da educação, problemas esses que só eram detetados quando os pais se queixavam que não recebiam as faturas para pagar. Foi um problema que me tirou horas de sono e que infelizmente não conseguimos ultrapassar internamente”.
Quanto às faturas em papel, Liliana Ribeiro garantiu que eram todas enviadas para os pais, uma afirmação que foi refutada por Liliana Silva que garantiu ter conhecimento de muitos pais que não receberam e que foram muitas as vezes que enquanto vereadora da oposição alertou para este problema. “Ou a senhora não sabia o que se estava a passar, ou alguma coisa aqui não bate certo. Eu peço imensa desculpa mas isso que disse não é verdade e não venha para aqui dizer que estava tudo bem porque não estava”, rematou.



