País: Meios de combate são hoje reforçados com quase 9.000 operacionais e 33 meios aéreos

Data:

Os meios de combate a incêndios rurais vão ser reforçados a partir de hoje, passando a estar em permanência no terreno 8.882 operacionais e 33 meios aéreos, menos quatro do que o previsto.

A Diretiva Operacional Nacional (DON) que estabelece o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) estabelece que o primeiro reforço de meios acontece a 15 de maio, no que é denominado ‘nível Bravo’, numa fase que se prolonga até ao dia 31 de maio, altura em que os meios voltam a aumentar.

Entre hoje e 31 de maio, os “meios permanentes” disponíveis são 8.882 operacionais que integram as 1.788 equipas dos vários agentes presentes no terreno e 1.1973, além dos 33 meios aéreos.

O DECIR previa para este período 37 meios aéreos, mas só terá à disposição 33, avançou à Lusa a Força Aérea Portuguesa (FAP), justificando os quatro meios aéreos em falta com o facto de o concurso para o aluguer ter “ficado deserto” e ter “sido necessário avançar com um novo procedimento”, que ainda está a decorrer.

A Força Aérea estima que estes quatro meios aéreos em falta entrem ao serviço a partir de 06 de junho.

Nas próximas duas semanas, os meios disponíveis podem aumentar em caso de necessidade, prevendo o DECIR a mobilização de meios adicionais que podem chegar aos 11.716 elementos de 1.986 equipas e 2.527.

Os 11.716 operacionais das 1.886 equipas envolvidos no DECIR nas próximas duas semanas são elementos pertencentes aos bombeiros voluntários, Força Especial de Proteção Civil, militares da Guarda Nacional Republicana e elementos do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, nomeadamente sapadores florestais e sapadores bombeiros florestais.

Este ano mudou o critério de contabilização dos operacionais envolvidos no combate aos incêndios rurais, não sendo por isso possível fazer uma comparação com 2024.

De acordo com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, a DON deste ano “deixou de contemplar os meios e recursos afetos à vigilância e deteção, os quais são objeto de diretiva própria da responsabilidade da Guarda Nacional Republicana”, tendo também sido “alterado o critério de apresentação dos meios (humanos e materiais)”.

A Proteção Civil indica que o DECIR deste ano apresenta “somente os meios, permanentes e mobilizáveis, efetivos em cada momento”, passando a “ser contabilizados, de forma diária, os operacionais mobilizáveis (com tempo de mobilização até 3 horas), registando os recursos existentes e que em 2024 não estavam contabilizados”.

Os meios de combate a incêndios voltarão a ser reforçados a 01 de junho, mas é entre julho e setembro, considerada a fase mais crítica, o período que mobiliza o maior dispositivo, estando este ano ao dispor, entre permanentes e mobilizáveis, 15.024 operacionais de 2.567 equipas e 3.411 viaturas e 79 meios aéreos, mais sete no ano passado.

Ao contrário do que acontece anualmente, o DECIR não foi este ano apresentado publicamente, tendo estado prevista uma sessão pública para 29 de abril, mas foi cancelada por se realizar um dia depois do apagão.

Lusa

Partilhar Artigo:

spot_img
spot_imgspot_img

Populares

Outros Artigos
Relacionados

Diáspora Portuguesa reuniu com o Presidente da República para debater os desafios do País

A Rede Mundial da Diáspora Portuguesa, liderada pelo caminhense António...

Viana do Castelo: Bairro da Criança toma conta do centro histórico de sábado a segunda-feira

Bairro da Criança toma conta do centro histórico de...

Arcos de Valdevez: Sistelo recria cavada e sementeira de milho branco e feijão tarrestre

A câmara e Cooperativa Agrícola de Arcos de Valdevez...

Viana do Castelo: Encontro reúne 300 elementos de 15 grupos Ball de Bastons e Ball de Pastorets

Viana do Castelo vai ser palco entre sexta-feira e...