Orquestra do Norte atravessa “fase estável” e sem ordenados em atraso

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A Orquestra do Norte (ON) atravessa uma fase “estável, sem ordenados ou subsídios em atraso”, depois de passar por graves dificuldades financeiras, adiantou hoje o diretor executivo, Adriano Santos, que assumiu funções em dezembro de 2025.

Em declarações à agência Lusa, Adriano Santos explica que a orquestra vive uma “fase de estabilidade a todos os níveis” dando conta de que os ordenados dos músicos e dos funcionários “estão a ser pagos normalmente”, o que não acontecia há cerca de um ano, quando a Comissão de Trabalhadores denunciou ordenados em atraso de dezenas de trabalhadores.

Adriano Santos assumiu a direção executiva da ON em dezembro de 2025, após ter sido escolhido pela direção da Associação Norte Cultural, que tutela a Orquestra do Norte, e que é presidida, atualmente, por Jorge Ricardo, autarca de Amarante, distrito do Porto.

O diretor executivo diz que a orquestra tem estado a dar concertos, havendo outros espetáculos já agendados até ao final do ano.

“A Associação Norte Cultural está a fazer tudo por tudo para dar estabilidade aos nossos instrumentistas, músicos e a toda uma estrutura que existe e está a funcionar cada vez melhor. Já fizemos bastantes concertos e até ao final do ano vamos dar outros. Estamos no bom caminho”, sublinha o diretor executivo.

Este responsável adianta que, em abril, haverá eleições para a direção da Associação Norte Cultural, a qual poderá, depois, reconduzi-lo no cargo, ou escolher outro diretor executivo.

Adriano Santos conta que tem tido reuniões com as autarquias do norte, assumindo ter como objetivo reunir com os 86 municípios do norte do país, no sentido de “reapresentar” a ON e sensibilizar para o papel, sobretudo pedagógico, da Orquestra do Norte, lembrando que a mesma “tem também um papel fundamental” em fazer chegar às populações a “dita música erudita”.

“O objetivo é apresentar, reapresentar a orquestra e a sua missão pública atribuída por lei, que é a de levar a música erudita a todo o território do norte de Portugal”, assume Adriano Santos.

Em breve, segundo o diretor executivo da ON, está prevista uma reunião entre as três orquestras – Norte, das Beiras e do Algarve – no sentido de debaterem a questão do financiamento estatal e o seu reforço.

A Associação Norte Cultural foi constituída em 1992, tendo como membros fundadores as câmaras municipais de Alijó, Bragança, Vila Real, Guimarães, Vieira do Minho, Póvoa de Lanhoso, Montalegre, Terras de Bouro, Torre de Moncorvo, Caminha, Chaves e Fafe.

A Fundação Casa de Mateus, a Fundação Cupertino de Miranda e alguns cidadãos também se associaram ao elenco de fundadores da associação.

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