Freguesia de Ponte de Lima ameaça boicotar eleições em protesto contra linha de alta tensão

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Foi prolongado por mais 10 dias úteis o período de consulta pública do estudo de impacto ambiental referente ao projecto de construção de uma linha de alta tensão, que vai transportar 400 kilowatts de electricidade e ligar a rede eléctrica nacional à galega, atravessando todo o Alto Minho.

Oito dos 10 municípios da região vão ser atravessados por esta “auto-estrada da energia”, como já é apelidada, que vai ter 17 metros de largura e um corredor de protecção com 25 metros para cada lado.

Um dos municípios atravessados por esta linha de alta tensão, a mais potente em território português, é Ponte de Lima. Na freguesia de Gemieira, os habitantes locais prometem dar luta e tudo fazer para evitar a construção desta infra-estrutura tal como está planeada no estudo de impacto ambiental.

O autarca local, António Matos, revela que a população promete até boicotar as próximas eleições europeias, se os corredores previstos para aquela aldeia para a construção da linha de alta tensão não forem alterados: é que passam mesmo por cima da freguesia, de habitações e até de um hotel.

Os habitantes da aldeia de Gemieira, em Ponte de Lima, não vão cruzar os braços enquanto não for encontrada uma alternativa menos impactante para a construção desta linha de alta tensão

A construção da linha de alta tensão que vai atravessar o Alto Minho vai encontrar resistência em Gemieira, uma aldeia de Ponte de Lima, onde os habitantes locais prometem até boicotar as próximas eleições europeias.. Mas não é só em Ponte de Lima que a construção exalta os ânimos. Também em Monção a população local não está pelos ajustes e exige a alteração do projecto.

Caminha quer estudos para avaliar hipótese de construção no mar

No último fim-de-semana, a CIM Alto Minho reuniu naquele concelho os autarcas da região, especialistas e população. Um dos técnicos da REN, Rede Eléctrica Nacional, admitiu que uma solução com menos impactos passaria por construir a linha eléctrica no mar, junto à costa, apesar de admitir que se trata de uma hipótese mais dispendiosa.

Uma solução que apanharia Caminha, um dos dois concelhos que, por enquanto, se livrou desta construção. O autarca local, Miguel Alves, diz ser conhecer dessa hipótese e garante estar a acompanhar a situação com atenção.

O autarca de Caminha quer que sejam realizados todo o tipo de estudos para avaliar os impactos de qualquer hipótese de corredor para a construção desta linha eléctrica de alta tensão. Miguel Alves garante que tudo vai fazer para defender a manutenção da qualidade de vida do município que o elegeu.

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