Distrito: AEVC pede compensações para os empresários por causa do novo confinamento geral

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A Associação Empresarial de Viana do Castelo (AEVC) veio a público defender e alertar que, face ao anuncio de um novo confinamento geral,  são necessários mais e melhores apoios para os pequenos e médios empresário que a partir da próxima quinta-feira vão ser obrigados a encerrar os seus negócios.

Em comunicado, aquela Associação defende que “nunca foi tão seguro fazer compras nas nossas lojas , fazer refeições nos nossos restaurantes , usufruir dos nossos alojamentos e dos nossos prestadores de serviços”.

“Desde o primeiro momento que a quase totalidade do aparelho empresarial tomou todas as medidas que lhe foram exigidas e recomendadas pelas Entidades competentes, quer na organização do espaço e tempo de trabalho, contacto com Clientes e Fornecedores, horários de funcionamento e lotações máximas de capacidade dos espaços.

Mas chegados a Janeiro de 2021, quando se vislumbra uma luz ao fundo do túnel com as primeiras vacinações , estamos na iminência de novo confinamento, no encerramento do comércio e serviços , da restauração. Serão estes espaços os principais focos de contágio, locais de aglomeração de muitas pessoas ? Claro que não.

Sem prejuízo de se reconhecer a dimensão e gravidade dos casos de COVID 19 em Portugal e a pressão que sofre o Sistema Nacional de Saúde no momento e no futuro, não podemos deixar de olhar para o passado recente e pensar “ Onde é que erramos?” “ E o que é que aprendemos?”

Apesar do investimento e esforço efectuado e das repetidas afirmações “ O pais não suportará outro confinamento” , ele ai estará para ser recuperado em modo muito parecido com o primeiro. Saberemos as especificidades no dia anterior à entrada em vigor.

Seja qual for a duração e destinatários desse confinamento, queremos mais e melhores apoios. Que sejam céleres, eficazes e abrangentes. A recuperação da economia vai ser lenta e durar anos até voltarmos aos indicadores de 201”, sublinha a AEVC em comunicado.

Aquela associação defende “o apoio a fundo perdido da totalidade dos custos fixos das Empresas obrigadas a suspender a sua actividade, proporcional à quebra de rendimentos , incluindo retribuições dos Trabalhadores , Sócios gerentes e Empresários em Nome Individual e Trabalhadores independentes .

Para sobreviverem , em matéria de taxas e impostos, as Empresas terão de ficar isentas dos pagamentos ao Estado.

Como também é defendido pelo Senhor Presidente da República , as moratórias terão de ser prolongadas não por mais seis meses ou mais um ano, mas mais três ou quatro anos . O Estado terá de ajudar directamente as Empresas . O recurso a Entidades Bancárias não é a solução.

O que se perdeu até à data não se vai recuperar mais. É importante que se aprenda, que se repense e se reinvente o presente para assegurar o futuro.

 

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