Luís Montenegro garantiu em entrevista exclusiva ao Jornal C que está disponível para, com “espirito construtivo”, estudar a viabilidade de construção de uma ponte que una as margens de Caminha e A Guarda.
Cauteloso e sem se comprometer com a construção de uma ligação, o líder do PSD também disse que não iria dar passos maiores do que as pernas. Considerando que é importante manter a mobilidade entre as duas margens, o também primeiro Ministro acusou o atual executivo caminhense de “pouca capacidade” para “alavancar e aprofundar” uma discussão acerca deste tema da ponte. Luís Montenegro acredita que com Liliana Silva essa capacidade será maior.
O líder do PSD, Luís Montenegro, esteve em Caminha na passada sexta-feira para uma visita ao concelho no âmbito das eleições autárquicas que se realizam no próximo dia 12 de outubro.
O presidente do PSD, partido que nas últimas eleições legislativas venceu em todas as freguesias do concelho, considerou a construção de uma ponte em Caminha “um projeto estratégico de longo prazo” que carece de um estudo prévio que o Governo está disponível para apoiar.

Montenegro, que veio apoiar Liliana Silva, candidata da Coligação de direita à Câmara de Caminha, falou inevitavelmente da necessidade de Caminha ter uma ligação efetiva entre as duas margens, isto depois de ter recebido das mãos de Liliana Silva, uma carta aberta onde esta pede apoio ao Governo para a construção de uma ligação definitiva entre Caminha e A Guarda.
Liliana Silva lembrou que Caminha é o único município banhado pelo rio Minho que não possuiu uma ligação ao outro lado algo que, como sublinhou, está a contribuir para que o concelho esteja “parado” e a definhar”.
Uma ligação por ferry vai sempre depender das marés e do desassoreamento, e como tal essa não será, segundo a candidata, a melhor solução para que Caminha consiga de uma vez por todas dar o salto em termos económicos e crescimento empresarial.

Para Liliana Silva apesar de se tratar de um projeto complexo, o problema da ligação em Caminha só se resolve com a construção de uma ponte.
Elaborar um estudo e promover uma discussão “saudável” do projeto são, segundo Liliana Silva os primeiros passos a dar. Depois, há que haver vontade para encontrar soluções e financiamento para que a concretização deste projeto que será, segundo a candidata, “o maior projeto internacional que Caminha alguma vez já teve”, avance. Liliana Silva acredita que com Montenegro conseguirá fazer história no concelho de Caminha.
Em declarações exclusivas ao Jornal C o presidente do PSD, partido que nas últimas eleições legislativas venceu em todas as freguesias do concelho, considerou a construção de uma ponte em Caminha “um projeto estratégico de longo prazo” que carece de um estudo prévio que o Governo está disponível para apoiar.
Montenegro prometeu olhar com “espirito construtivo”, para a possibilidade de Caminha poder sonhar com uma ponte mas também disse que não iria dar passos maiores do que as pernas. O também primeiro ministro deu exemplo de outras localidades do país onde o Governo anterior, a que também presidiu, desbloqueou a construção de 2 pontes no sul do país. O governante referia-se às pontes cujos acordos foram assinados na última cimeira ibérica de Outubro de 2024, a construir sobre o rio Sever, entre as localidades de Montalvão-Nisa (Portugal) e Cedillo (Espanha) e sobre o rio Guadiana, entre as localidades de Alcoutim (Portugal) e Sanlúcar de Guadiana (Espanha), ambas com financiamento garantido do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), de 11,9 milhões de euros e 13 milhões de euros, respetivamente.
E se por causa da complexidade não só em termos técnicos e ambientais mas também financeiros a solução não passar pela construção de uma ponte, perguntamos a Luís Montenegro se admitia outras alternativas.
Em resposta, o líder do PSD disse que é importante manter a mobilidade entre as duas margens e que compete ao poder municipal construir os argumentos e os fundamentos para poder conseguir essa ligação, algo que no seu entender não tem existido em Caminha “face à passividade e falta de capacidade do atual executivo para alavancar e aprofundar a discussão a cerca deste assunto”, disse.

Ciente dos muitos constrangimentos que existem no Alto Minho e com uma “visão muito profunda” que garante ter sobre a “coesão territorial”, Luís Montenegro considera que alguma coisa tem de ser feita pelos poderes públicos para acabar com esses constrangimentos. “Só assim podemos potenciar as regiões e é isso que queremos e estamos a fazer no Alto Minho”, garantiu.
Luís Montenegro a deixar a garantia que irá olhar para a possibilidade da construção de uma ponte em Caminha com espírito construtivo mas sem falsas promessas.



