Alto Minho: Operação ibérica contra a produção de embarcações rápidas

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A Polícia Judiciária, através da Diretoria do Norte, e a Guardia Civil, através da Equipa de Delinquência Organizada e Antidroga da Polícia Judicial de Pontevedra, desenvolveram uma operação em diferentes regiões dos dois países ibéricos, que conduziu ao desmantelamento de uma associação criminosa que se dedicava à construção e utilização de embarcações de alta velocidade, conhecidas como “lanchas voadoras”, que utilizariam no transporte de grandes quantidades de produto estupefaciente, principalmente haxixe, que introduziam na Europa, através de Espanha e Portugal.

Na ação policial foram efetuadas buscas a empresas e armazéns em Portugal, num total de oito, na região do Alto Minho, na margem sul de Lisboa e no Algarve, a que se somaram dezenas de ações similares em diferentes regiões de Espanha.

Esta operação foi o culminar de ações desenvolvidas no âmbito da cooperação entre as entidades policiais dos dois países, que decorriam há cerca de ano e meio, dirigidas a grupo criminoso constituído em Espanha que, considerando a proibição de produção de “lanchas voadoras” decretada em Espanha no ano de 2018, socorreu-se de empresas portuguesas, a quem faziam encomendas das embarcações, as preparavam e colaboravam na sua colocação em água, em diferentes pontos da costa portuguesa e espanhola, já carregadas com grandes quantidades de combustível em bidões, destinadas à recolha e transporte de estupefaciente.

As buscas em Portugal, em cumprimento de decisão europeia de investigação, conduziram à apreensão de: 21 lanchas em diferentes estados de produção, estando uma já totalmente equipada e dotada com 4 motores de 300 HP, a que acrescem outras apreendidas em Espanha, totalizando 40 embarcações apreendidas, uma dezena das quais apetrechadas e disponíveis a serem de imediato utilizadas pela organização; 1 motor de 225 HP; 10 cascos para lanchas; 6 moldes; Dinheiro e diversa documentação relacionada com a atividade criminosa em investigação.

Em simultâneo, foi cumprido um mandado de detenção europeu, sendo detido um cidadão nacional, empresário, com 39 anos de idade, a quem as autoridades judiciárias espanholas imputam a pertença a organização criminosa dedicada ao contrabando em concurso com o tráfico de drogas e que, presente ao Tribunal da Relação de Guimarães, ficou sujeito à medida de coação de obrigação de permanência na habitação com pulseira eletrónica.

Em Espanha, foram ainda efetuadas detenções num total de 72 indivíduos, suspeitos de integrarem a organização criminal desmantelada.

No ano e meio em que decorreram as investigações, em Espanha e Portugal, foram monitorizadas e identificadas múltiplas ações ilícitas da organização criminosa com relevância probatória, tendo sido possível intercetar e apreender uma tonelada de haxixe no sul de Espanha.

Na operação em Portugal estiveram envolvidos operacionais da Diretoria do Norte, da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes e da Diretoria do Sul da Polícia Judiciária, bem como da Guardia Civil de Espanha.

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