Um ano após ter sido eleito, o exercício do executivo socialista à frente da Câmara de Caminha foi escrutinado na última Assembleia Municipal pelos partidos da oposição: PSD e CDU.
Pela voz do deputado Rui Taxa, os sociais democratas retiraram a confiança política ao presidente de Câmara socialista considerando que está a ser “o pior presidente de Câmara de todos os tempos”. Rui Taxa criticou a animação de Verão, classificando como “fracassos colossais” eventos como as “viagens à Terra Nova” e “Entre Margens, a diminuição do tempo de duração da Festa do Mar e da Sardinha e da Feira Medieval, decisões que, segundo os sociais democratas, acabaram por “prejudicar o comércio local”.
O deputado do PSD criticou a gestão dos socialistas e as opções feitas, “degradando a situação financeira da Câmara”.
A animação de Verão também foi duramente criticada pelo deputado eleito pela CDU, Celestino Ribeiro.
Em nome da bancada socialista, Manuel Carlos Falcão atacou duramente a anterior governação social democrata. Citando o Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses de 2013, o deputado socialista afirmou que o PSD aumentou a dívida a curto prazo para os sete milhões de euros logo depois de ter contraído um empréstimo através do PAEL para pagar as dívidas aos fornecedores.
O presidente da Câmara, o socialista Miguel Alves confirmou os números avançados pelo deputado socialista, frisando uma vez mais o estado financeiro em que diz que o PSD deixou a autarquia de Caminha.
O autarca fez questão de enumerar a intervenção já realizada pelo PS nas contas da Câmara de Caminha na tentativa de diminuir a dívida.
Em defesa do anterior executivo camarário saiu a social democrata Júlia Paula, que foi a anterior presidente de Câmara. A agora deputada na Assembleia Municipal de Caminha explicou que o dinheiro pedido emprestado ao PAEL foi para pagar a dívida à Águas do Minho e Lima e interrogou o actual presidente sobre os investimentos que tem feito.



