O comércio da Fortaleza de Valença passou ao digital e está ‘online’ com 67 estabelecimentos, após um investimento de cerca de 690 mil euros, revelou hoje a autarquia.
“Atualmente, o ‘marketplace’ conta já com cerca de 60% de adesão por parte dos estabelecimentos comerciais envolvidos, o que corresponde a 67 estabelecimentos”, e mostra “o interesse e a adaptação progressiva do tecido comercial às novas dinâmicas digitais”, disse à Lusa fonte municipal, a propósito da apresentação do projeto “Valença Digital – Bairro Comercial Digital”.
Em causa está um investimento de cerca de 690 mil euros para “aumentar a competitividade dos agentes económicos da fortaleza do século XVIII, monumento nacional em processo de classificação como Património da Humanidade pela UNESCO, referiu aquela autarquia do distrito de Viana do Castelo.
De acordo com a Câmara, este projeto permitiu “introduzir novas ferramentas digitais e soluções tecnológicas orientadas para a promoção do comércio local”, mas também para a “melhoria da experiência dos visitantes e valorização da identidade comercial”.
A intervenção de transformação digital aplicada ao comércio tradicional teve por objetivo “modernizar a experiência comercial, reforçar a comunicação do território e aumentar a competitividade”, explica aquele município.
Foi criada também a Lab Store, uma montra ‘online’ de apoio à divulgação de produtores locais, marcas emergentes e empreendedores, “contribuindo para dar visibilidade a novos projetos e produtos”.
No espaço público, “foram instalados mupis digitais e sinalética interativa” para “melhorar a comunicação e a disponibilização de informação relevante sobre o comércio, o património e os pontos de interesse da Fortaleza”.
A dinamização deste Bairro Comercial Digital abrangeu igualmente a criação do Fortaleza dos Pequeninos, uma iniciativa direcionada para famílias e crianças, bem como ações de animação e dinâmicas de rua, “promovendo uma maior ligação entre comunidade, visitantes e comércio tradicional”.
Com esta intervenção, Valença quis reforçar a capacidade de adaptação aos novos desafios da digitalização, “criando condições para uma maior promoção do comércio local e para o desenvolvimento de novas dinâmicas comerciais e urbanas”, sustenta a autarquia.



