A Assembleia Municipal de Caminha, reunida no passado dia 29 de abril, aprovou com o voto contra do Chega, as contas relativas ao exercício de 2025 que registaram um resultado líquido positivo de 991 mil euros e uma execução da receita de 25,9 milhões de euros.
Tal como já tinha acontecido na reunião de Câmara realizada no passado dia 15 de abril, tanto a bancada do PS como a da Coligação O Concelho em Primeiro (OCP), votaram favoravelmente as contas. O único voto contra foi o do deputado do Chega, João Ramos, que fez saber que enquanto a Câmara não fizer, tal como prometeu aos caminhenses, uma auditoria como deve ser às contas do Município, o seu voto será sempre contra. Para João Ramos aquilo que a Câmara está a fazer não é auditoria nenhuma, referindo que “o que a Câmara prometeu foi um Lamborghini mas o que está a dar aos caminhenses é um carro de brincar da Temu”.

A bancada do partido socialista sublinhou o rigor, o lucro e as contas certas apresentadas no documento de prestação de contas de 2025. Isso mesmo foi sublinhado pela deputada Paula Aldeia que lembrou a certificação do ROC e a aprovação unânime em reunião de Câmara das mesmas.
Para além da diminuição da dívida, a deputada do PS chamou a atenção para a regularização da dívida à Caminhaequi.

Análise diferente apresentou o deputado da Coligação OCP Pedro Casal que considerou que o relatório de contas de 2025 deveria ser lido com um “enquadramento particular”, nomeadamente o facto do mesmo refletir dois momentos políticos específicos.
Para o deputado, o conjunto de problemas estruturais herdado pelo atual executivo, vai obrigar a uma mudança de rumo.

A presidente da Câmara Liliana Silva começou por responder ao deputado do Chega dizendo que ele não “sabe nada” no âmbito da auditoria que está a ser feita e por isso aconselhou-o a não tecer comentários. A autarca acusou ainda o deputado de não ter analisado o documento uma vez que não se referiu a uma única rubrica.
De seguida a chefe do executivo caminhense respondeu à deputada Paula Aldeia (PS) para esclarecer que ao contrário do que afirmou, nos últimos 10 anos a dívida à Caminhaequi não tinha sido regularizada.
Quanto à dívida “escondida” a autarca também exemplificou.
Quanto ao dinheiro que foi deixado pelo anterior executivo, Liliana Silva diz que preferia ter menos verba mas ter os problemas estruturais resolvidos, e lembrou que nem tudo é um mar de rosas como diz o Partido Socialista.
Apesar das muitas dúvidas, dos inúmeros reparos e dos erros apontados, a bancada da Coligação OCP votou favoravelmente o documento de prestação de contas, tal como o PS. O único voto contra foi, como já referimos o do Chega.



