Numa verdadeira corrida contra o tempo, a Câmara de Caminha dispõe de apenas dois meses para construir duas habitações sociais na freguesia de Riba de Âncora ao abrigo do Programa 1º Direito. A informação foi avançada pela presidente da Câmara de Caminha, Liliana Silva, na última Assembleia Municipal (AM) realizada no passado dia 9 de abril, na qual foi aprovada por unanimidade uma proposta com vista à Constituição de Direito de Superfície sobre o prédio rústico, sito na Rua da Habitação Social Trás-o-Rio, propriedade da referida freguesia de Riba de Âncora a favor do município de Caminha. A chefe do executivo caminhense não prometeu “milagres” mas sim “trabalhar com todas as forças” para tentar recuperar o tempo perdido e conseguir em apenas dois meses construir duas casas. A chefe do executivo não escondeu que “há risco” de não se conseguir terminar a tempo e assim perder o financiamento do PRR a 100%, no entanto considerou que vale a pena correr o risco.
Além destas duas casas a presidente da Câmara informou que a Câmara vai avançar com a construção de outras que neste momento não têm financiamento garantido.
Relativamente ao Bairro Social de Caminha, Liliana Silva disse que para já as notícias não são muito boas, no entanto tem esperança que possam melhorar depois das reuniões que estão agendadas para tratar do assunto. A autarca lembrou que as candidaturas não ficaram dentro dos projetos prioritários do IRHU, o que faz com que se encontrem “num impasse”.

A presidente da junta de Freguesia de Riba de Âncora, Rosário Marques, explicou o que estava em causa com esta proposta, que passa pela cedência à Câmara por 25 anos de um terreno que é propriedade da Junta de Freguesia onde irão ser construídas as duas habitações.

A deputada da Coligação O Concelho em Primeiro (OCP) Joana Whyte lamentou o tempo perdido pelo anterior executivo em matéria de habitação social, o que obriga a que o atual tenha de “correr atrás do prejuízo” para recuperar o tempo perdido, disse.

Apesar de não ter concordado com o regulamento da gestão municipal da habitação, o deputado João Ramos do Chega considerou que a proposta com vista à Constituição de Direito de Superfície sobre o prédio rústico na freguesia de Riba de Âncora estava bem elaborada.
Posta à votação a proposta foi aprovada por unanimidade.



