A vereadora da oposição (PS) Liliana Ribeiro questionou ontem, no período antes da ordem do dia da reunião de Câmara, a presidente do executivo Liliana Silva a propósito das declarações proferidas por esta ao Jornal O Caminhense, sobre a construção de um hipermercado Continente na freguesia de Cristelo. Segundo a vereadora da oposição, a presidente da Câmara faltou à verdade quando disse que o despacho favorável tinha sido assinado após as eleições, ou seja no dia 17 de outubro, “quando isso aconteceu a 10 de outubro, portanto antes das últimas autárquicas e não depois”, disse.
Por seu lado a presidente da Câmara, Liliana Silva, reiterou as afirmações proferidas ao jornal C e voltou a dizer que houve uma informação prévia qualificada que foi assinada no dia 17 de outubro e não a 10. A autarca garantiu ainda que se houver ilegalidades no processo o mesmo será revogado sem problema nenhum.

Liliana Ribeiro começou por apresentar um “direito de resposta” às afirmações proferidas pela presidente da Câmara.
Para a vereadora da oposição, o comportamento da presidente da Câmara foi “muito grave”, e em “nada dignifica” a posição que agora ocupa.
Segundo a vereadora socialista a notícia em causa originou vários comentários “graves” e “mentirosos” nas redes sociais, comentários esses que atribuiu ao pai da presidente da Câmara.
Liliana Ribeiro informou ainda que entre a entrada do pedido para a construção daquele hipermercado e a sua aceitação decorreram cerca de 16 meses, acrescentando que “desde que sejam cumpridos todos os requisitos legais, nenhum município pode por razões meramente opinativas, indeferir uma operação urbanística que cumpra os requisitos legais”, disse.
A terminar, a eleita do Partido Socialista deixou 3 perguntas à presidente da Câmara.

Em resposta à vereadora da oposição, a presidente da Câmara de Caminha começou por lamentar que o Partido Socialista continue a trazer as famílias para a discussão política nas reuniões de Câmara e lembrou que as pessoas são livres de ter a sua opinião quer sejam da sua família ou não. Liliana Silva acrescentou que apenas responde pelas suas afirmações e não pelas dos outros independentemente de serem seus familiares.
Relativamente ao licenciamento para a construção de mais um hipermercado no concelho, a presidente da Câmara disse que a eleita do PS não sabia do que estava a falar e ao contrário daquilo que afirmava, o projeto não está nem nunca esteve todo direito e por isso está neste momento em análise porque inclusive “há pareceres que estão a chegar e que são desfavoráveis”, disse.
Relativamente às datas, Liliana Silva reiterou que houve uma informação prévia qualificada que foi assinada no dia 17 de outubro e não a 10. Quanto a uma possível revogação, a chefe do executivo lembrou que não pode ser feita só porque sim, “é preciso analisar todo o processo para se poder tomar uma decisão”, disse.
Uma coisa é certa, se se vier a verificar que o processo contém ilegalidades, o mesmo será revogado sem problema nenhum, garantiu a chefe do executivo.
Liliana Silva a deixar a garantia que um novo hipermercado no concelho só avançará se cumprir com a legalidade.



