Caminha: Oposição quer saber para onde vai o dinheiro dos contribuintes

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A vereadora da Coligação O Concelho em Primeiro (OCP) pediu, na última reunião do executivo realizada na passada quarta-feira, várias informações à câmara, nomeadamente sobre ordens de pagamento relativas ao mês passado, pagamentos esses que segundo a eleita se replicam noutros meses, e que no total ascendem a mais de 100 mil euros/ano.

Liliana Silva diz querer saber como e onde está a a Câmara a gastar o dinheiro dos contribuintes e por isso endereçou ao executivo vários pedidos de explicações sobre verbas pagas a advogados, comunicação social e também à Confederação Empresarial do Alto Minho – CEVAL.

O primeiro pedido de esclarecimento prendeu-se com pagamentos de quase 2 mil euros mensais efetuados pela Câmara a diferentes órgãos de comunicação social regionais de fora do concelho, os quais, segundo Liliana Silva, não difundem informação municipal devidamente identificada” como é de lei”. A eleita voltou a perguntar quais os critérios para atribuição de informação municipal aos órgãos de comunicação social regionais.

 

Liliana Silva explicou o porquê das dúvidas em relação a estes pagamentos que segundo as suas contas ascendem a quase 50 mil euros por ano.

 

Depois dos órgãos de comunicação social, seguiram-se pedidos de informação relativamente à CEVAL, que segundo as ordens de pagamento a que a vereadora teve acesso recebeu da Câmara cerca de 3 mil euros no mês passado. Liliana Silva quer saber o que fez aquela instituição para receber a referida verba. Tal como já tinha feito, a vereadora voltou a solicitar à Câmara o relatório da atividade da CEVAL.

 

Os mais de 5 mil euros gastos por mês em advogados também suscitou dúvidas na oposição que perguntou ao presidente quais os processos tramitados mensalmente que justifiquem estes valores.

 

Rui Lages 4 Jun 2025

Em resposta às dúvidas levantadas pela vereadora da oposição e centrando-se na questão das assessorias jurídicas, Rui Lages disse não compreender como é que a vereadora afirma não saber quais são os processos tramitados, uma vez que a Câmara fornece em todas as sessões da Assembleia Municipal informação sobre todos os processos. Aliás, sublinhou, “essa informação é obrigatória”.

 

Liliana Silva voltou ao tema para lamentar que o presidente da Câmara não tenha dado qualquer resposta em relação às duvidas levantadas relativamente aos pagamentos feitos à comunicação social, mas disse que iria aguardar o envio da documentação solicitada.

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