Portinho V.P.Âncora: “Os acidentes e a morte espreitam”

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Depois do alerta deixado há alguns dias pela vereadora do PSD, Liliana Silva, relativamente ao estado de assoreamento do Portinho de V.P. de Âncora, foi agora a vez dos pescadores daquela vila manifestarem a sua preocupação e alertarem para o perigo que correm nas entradas e saídas do Portinho.

Vasco Presa, presidente da Associação de Pescadores, de Vila Praia de Âncora diz mesmo que “os acidentes e a morte espreitam”.

Segundo o dirigente, “os riscos que corremos a cada dia de faina são enormes. Há anos que não é feita qualquer dragagem e nunca foi feita uma intervenção de fundo no Portinho de Vila Praia de Âncora. Fazem sempre desassoreamentos parciais que não resolvem o problema”, afirmou Vasco Presa.

“Não podemos fazer as marés de mar que seriam desejáveis. Vamos menos vezes ao mar e com muitas limitações. Veja o que é termos de interromper a faina para podermos entrar em segurança, quando precisávamos de estar mais horas no mar. O peixe tem a suas lógicas e suas complexidades para ser capturado, não pode ser pelo nosso relógio ou vontade”, explicou.

“Ou se faz o desassoreamento ou se fecha o Porto” defende Miguel Alves

Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara de Caminha, Miguel Alves confirmou que a barra se encontra “completamente assoreada”.

“É um perigo. Há anos que ando nessa luta. Já há um procedimento feito no âmbito da sociedade Polis Litoral Norte, mas falta adjudicar porque não há garantia financeira da parte da Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos, tutelada pelo Ministério do Mar. Só há dinheiro do Ministério do Ambiente. Desde a aprovação do Orçamento de Estado que estamos à espera de que a verba, prometida desde o ano passado, seja disponibilizada. Enquanto não é, o procedimento não avança e o portinho está um perigo”, referiu.

O autarca socialista adiantou que “os pescadores de Vila Praia de Âncora estão a arriscar a vida sempre que saem e voltam do Portinho por causa de uma burocracia que teima em não se tornar realidade”.

“E o perigo vai aumentar com a chegada dos turistas, menos experientes e pouco conhecedores da barra, que vem para usar os seus barcos em lazer. Das duas, uma: ou se faz o desassoreamento ou se fecha o porto e compensa os pescadores”, defendeu.

 

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