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Segunda-feira, 17 Junho, 2024
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Volta a Portugal: Joaquim Gomes agradado com final “magnífico” em Santa Luzia

Joaquim Gomes ‘culpou’ a “divina providência” pela chegada do contrarrelógio final da 84.ª Volta a Portugal em bicicleta ao Santuário de Santa Luzia, uma surpresa revelada ontem pelo diretor na apresentação da prova.

Notando que o Santuário de Santa Luzia é, “porventura, um dos mais magníficos palcos de final de etapas da Volta a Portugal”, o diretor da mais importante prova velocipédica nacional disse atribuir “completamente quase à divina providência” o inesperado cenário do final da edição que decorre entre 09 e 20 de agosto.

“Nós, durante os últimos três meses, tivemos enormes dificuldades [para fechar o percurso do contrarrelógio] e compreendemos os critérios utilizados e que motivaram o sucessivo parecer desfavorável do comando da PSP de Viana do Castelo, atendendo a que tinham em simultâneo um grande evento, com uma estimativa de 300 mil pessoas nesse dia a acompanhar a Procissão ao Mar, um dos principais eventos, senão o principal, das Festas da Senhora d’Agonia”, referiu.

O adiamento das datas da Volta a Portugal, motivado pela Jornada Mundial da Juventude, fez com que o final da prova coincidisse com o principal dia das Festas d’Agonia, ponto alto das festividades em Viana do Castelo.

Após uma reunião na quarta-feira, véspera da apresentação do percurso da 84.ª edição, Joaquim Gomes teve finalmente ‘luz verde’ para que o contrarrelógio que definirá o sucessor do uruguaio Mauricio Moreira (Glassdrive-Q8-Anicolor) no palmarés dos vencedores terminasse no ponto mais alto daquela cidade minhota.

“Numa reunião em Lisboa, no âmbito do sistema de segurança interna, em que estiveram representantes da Direção Nacional da PSP e inúmeras entidades que, no fundo, colaboram com a organização da Volta a Portugal, fizemos então, praticamente até às 10:00 da noite de ontem, uma última avaliação e finalmente aceitaram a minha proposta de fazermos a partida onde estava prevista, portanto, na Alameda 5 de Outubro, junto à Marina de Viana do Castelo, na Marginal”, e terminar em Santa Luzia, detalhou.

O diretor da Volta esclareceu que “o percurso do contrarrelógio vai ser ligeiramente aumentado, vai ter cerca de 18,2 quilómetros” – ao contrário dos 16,3 hoje anunciados -, e “vai abraçar algumas das freguesias mais representativas fora da malha urbana da cidade, como Santa Marta de Portuzelo, Perre e Meadela”.

“E o ponto principal de toda esta questão é que vamos, então, poder finalizar a Volta no Santuário de Santa Luzia. Vai ser algo completamente brutal”, defendeu, antecipando “milhares de pessoas a assistir à saída dos corredores” à partida do ‘crono’, com o final ”a encerrar a edição desta Volta completamente em chave de ouro”.

Embora ainda tenham de ser ultrapassadas “questões técnicas” para o sucesso desse contrarrelógio final, Joaquim Gomes acredita que a ascensão a Santa Luzia vai conferir “um cariz de cronoescalada” à última etapa.

“Eu só consigo olhar para isso de forma positiva. Portanto, vai aumentar o índice de dificuldade do contrarrelógio. Depois de uma sucessão de etapas exigentes, e da etapa de véspera, talvez uma das mais difíceis da Volta a Portugal, com a ligação Paredes à Senhora da Graça, este contrarrelógio final, depois das dores de cabeça que tive durante todos estes meses, acho que é uma boa recompensa”, assumiu.

O antigo ciclista reconheceu que o percurso da Volta está condicionado “a questões económicas e aos 300 milhões de euros para colocar um evento com esta grandeza na estrada”, mas defendeu que, com a manutenção dos “locais mais carismáticos”, como a Torre ou a Senhora da Graça, “uma boa competitividade” está assegurada.

“Nós tivemos que adotar muitas soluções para continuar a criar uma mancha considerável no território nacional. Uma delas foi deixar de ter como local de partida o local de chegada do dia anterior. […] E outra solução é exatamente estas neutralizações entre as etapas. […] E é por via destas neutralizações que, se vocês olharem para o mapa de Portugal, com todas as etapas desenhadas, permite ainda lembrar os áureos tempos da Volta a Portugal de três semanas. Eu não tenho outra solução”, argumentou, referindo-se aos excessivos quilómetros de deslocação entre etapas desta edição.

No entanto, Gomes admitiu que “é duro”.

“É duro para todos. Mas o ciclismo sempre foi duro”, concluiu.

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