Viana do Castelo: Aprovado arranque das obras de conservação da Igreja de S. Domingos

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A Câmara de Viana do Castelo aprovou hoje, por unanimidade, a adjudicação e a minuta do contrato para as obras na Igreja de São Domingos, onde se encontra sepultado o beato frei Bartolomeu dos Mártires, pelo valor de 522.649 euros, mais IVA.

Na apresentação da proposta, o presidente da Câmara de Viana do Castelo, Luís Nobre referiu que esta é a terceira intervenção realizada naquele templo, e que ainda faltam “a quarta e quinta fases”.

A empreitada, cujo concurso público foi lançado em junho passado, visa a substituição da cobertura e da caixilharia exterior que se encontram “em elevado estado de degradação”.

A intervenção, que terá um prazo de execução de 270 dias, recolheu parecer favorável da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) e será comparticipada por fundos comunitários do Norte 2030, no âmbito de uma candidatura, já aprovada, ao programa Rotas Culturais.

Situada no Largo de São Domingos, em Monserrate, a igreja propriedade do Estado integra o antigo convento de Santa Cruz, depois designado de São Domingos, que, tal como a igreja, foi mandado construir por frei Bartolomeu dos Mártires, declarado santo em 2019 pelo Papa Francisco. Foi naquele convento que o beato morreu a 16 de julho de 1590 e onde se encontra sepultado.

Classificada como Monumento Nacional, a sua construção remonta ao século XVI, tendo sido alvo de obras ao longo dos dois séculos seguintes.

Da autoria do mestre João Lopes “o Moço”, e elaborada segundo os rigorosos planos e indicações de frei Bartolomeu dos Mártires”, a igreja do Convento de São Domingos “é um claro exemplar das exigências arquitetónicas contrarreformistas”.

O projeto “cumpre com o disposto no regulamento do Plano de Pormenor do Centro Histórico”, nomeadamente no que diz respeito à manutenção do “sistema construtivo original em madeira, procedendo-se apenas a reparações pontuais e substituição de elementos danificados”.

O projeto prevê a “preservação integral da dimensão e organização dos vãos”, sendo que “na substituição das caixilharias serão empregues elementos com as mesmas características e detalhe construtivo dos existentes”.

As “características físicas da cobertura serão mantidas, sendo recoberta com telha de barro, rematada com telhão de beirado sobre a cornija e, as caleiras e tubos de queda serão em zinco puro”.

No interior do templo está prevista “a reabilitação do teto em madeira pintada da capela-mor”.

Serão “removidas as peças que se verifiquem não apresentarem possibilidade de recuperação, aplicando-se novas com idêntico material, dimensões e acabamentos (pintura). Após limpeza e tratamento, o teto será pintado em cor branca com tinta de óleo”.

No exterior, o projeto inclui a “recuperação e limpeza de gradeamento em ferro existente no vão semicircular na fachada sul, incluindo aplicação de aparelho e pintura em três demãos, pintura geral de superfícies rebocadas em fachadas e torreões, procedendo a reparações pontuais onde necessário e limpeza de cantarias”.

O projeto de conservação do templo foi desenvolvido pela Fábrica da Igreja de São Domingos.

Em janeiro, foi assinado um protocolo em que a Fábrica da Igreja cedeu o projeto de execução da obra ao município.

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