O Município de Caminha vai ser membro do Conselho de Fundadores da Fundação de Serralves. A proposta que retifica a decisão do presidente da Câmara de Caminha foi aprovada hoje em reunião de Câmara pela maioria socialista.
Guilherme Lagido que presidiu à reunião de Câmara, deu conta das contrapartidas que Caminha vai ter com a assinatura deste protocolo que prevê um investimento de 100 mil euros por parte da autarquia caminhense divididos por 4 anos.
Segundo o vice-presidente da Câmara o protocolo trará uma série de vantagens ao nível da cultura e do ambiente.
Exposições, colóquios, seminários, ações pedagógicas, visitas de estudo, descontos para visitantes e intervenções ao nível do ambiente, foram algumas das vantagens enumeradas por Guilherme Lagido que considerou a adesão do município a este Conselho de Fundadores da Fundação de Serralves, “um salto qualitativo no domínio ambiental e cultural.
Já o PSD tem um entendimento diferente nesta matéria. Os vereadores da oposição votaram contra esta proposta, por considerarem que as contrapartidas são muito poucas, tendo em conta o valor que vai ser investido pela Câmara.
A vereadora Liliana Silva lamentou que a Câmara não apoie as instituições locais, a maioria com dificuldades, por falta de dinheiro e depois gaste 100 mil euros a apoiar uma instituição que nada te a ver com Caminha.
A vereadora considerou mesmo que este protocolo é um “negócio” para financiar a uma Fundação que atravessa dificuldades, referindo mesmo que no distrito é a única câmara a fazê-lo.
Liliana Silva lamentou ainda que a decisão de aderir a este conselho tenha sido tomada de forma unilateral pelo presidente da Câmara, sem antes ter sido discutida com os vereadores.
Esta proposta vai ser discutida e votada na reunião da Aassmbleia Municipal que se realiza na sexta-feira dia 9 de dezembro.
Outro dos assuntos a causar divergência nesta reunião foi a doação de trinta obras de arte do espólio do Museu Municipal de Caminha à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Caminha.
Liliana Silva considerou a proposta apresentada pelo executivo “pobre, vazia e sem suporte legislativo”, acrescentando que esta doação estava a contribuir para a “delapidação do património dos caminhenses”. Por estas razões e uma vez que a instituição em causa eram os Bombeiros, a vereadora optou pela abstenção. Já o vereador Flamiano Martins votou contra por considerar que a mesma representa um subsídio disfarçado.
Nesta reunião foi também aprovado com as abstenções do PSD, o acordo de Cooperação entre a Câmara de Caminha e a Associação dos Amigos do Caminho de Santiago. A este propósito, a vereadora Liliana Silva voltou a chamar a atenção para a necessidade de por o ferry boat que faz a travessia entre Caminha e a Guarda a funcionar à segunda-feira considerado que esta interrupção causa transtornos aos peregrinos.



