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Segunda-feira, 20 Setembro, 2021
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Preços do Imobiliário em Portugal Aumentaram no Último Ano

O mercado imobiliário nacional continua a dar provas de saúde e resiliência. Apesar de atravessar um período global de incerteza devido ao cenário pandémico, o elevado potencial observado em valores percentuais de dois dígitos anuais continua a existir.
Se até finais de 2019 os valores de venda escalaram muito para além das melhores previsões, o período afeto ao primeiro confinamento em 2020 veio colocar um travão no crescimento.
À medida que as campanhas de vacinação prometem antever uma estabilização da vida quotidiana, muitos começam já a olhar para lá da pandemia independentemente de quaisquer restrições em vigor.

Aumento de 6,2% no Último Ano
São os dados do portal de referência Imovirtual que o referem, nomeadamente ao registarem um valor médio de venda em território nacional de €368.694 em junho de 2021. Este regista ainda um ligeiro aumento em relação ao mês anterior, maio, onde o valor médio de venda anunciado era de €366.498.
A verdadeira surpresa surge, porém, ao olharmos para o período anual que separa junho de 2020 de 2021. Aqui, os valores médios saltaram de €347.249, o que se retrata numa subida de 6,2%.
Para tal muito contribuem distritos que são verdadeiros pesos-pesados, tais como Lisboa, atualmente a transacionar valores médios de €594.743, Faro com €474.833, Região Autónoma da Madeira com €354.800 ou Porto com €321.219.

Assimetrias Entre Distritos
Apesar dos valores estratosféricos praticados em Portugal que ameaçam a capacidade de aquisição de um imóvel por grande parte da população, existem ainda distritos onde os valores são relativamente acessíveis.
Nenhum outro como o distrito da Guarda, onde o valor médio de venda é atualmente de €111.042, seguindo uma tendência de descida ao longo do último ano em -9,8% quando se fixava em €123.087.
Também Portalegre se destaca como uma opção a considerar para aqueles que buscam habitação a preços razoáveis, com valores médios de €121.824, ainda que este revele uma subida de notáveis 3,1% entre maio e junho e 4,9% no último ano.
Também Castelo Branco se coloca em idêntico cenário, atualmente a transacionar nos €123.773, o que se coloca 1,4% acima do mês anterior e 3% no último ano.

O Que o Futuro do Imobiliário Reserva
Assumindo que não tardaremos a voltar a subidas assinaláveis nos principais distritos, a perspetiva de valorização do mercado imobiliário nacional aparenta ser vastamente positiva.
Neste sentido, aqueles que procuram investir em ativos sólidos com elevada probabilidade de valorização podem encontrar ainda boas oportunidades que terão tendência a escassear em pouco tempo.
Para quem busque habitação acessível, porém, o panorama aparenta ser bem mais reservado uma vez que a tradicional classe média nacional fica algo arredada da capacidade financeira para adquirir imóveis nos principais distritos.
Tal não significa que não existam ainda imóveis acessíveis, porém os valores atuais por metro quadrado superam quaisquer expetativas e capacidade orçamental da maioria das famílias nacionais.

Este sentimento agridoce que advém do elevado sucesso poderá apenas ser colmatado por um aumento considerável do número de imóveis disponíveis através da construção e/ou reabilitação.
Num mercado que muitas vezes revela escassez, a pressão para capitalizar determinados investimentos torna-se por vezes irresistíveis. Tal foi o caso até 2019 em Lisboa e Porto, com muitas casas a darem lugar a empresas de Alojamento Local.
O quer que o futuro traga, é essencial que seja assente em políticas sustentáveis que permitam aos locais o acesso a habitação condigna e à manutenção das garantias que até aqui permitiram o sucesso do mercado imobiliário. A saber, estabilidade económica, baixas taxas de juro e mecanismos de proteção como as moratórias de crédito.

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