Ponte de Lima: Sindicato acusa Misericórdia de Ponte de Lima de desrespeitar trabalhadores

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A coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) acusou hoje o provedor da Misericórdia de Ponte de Lima de “falta de palavra e de respeito pelos trabalhadores”.

“No final de 2022, numa reunião entre este sindicato, o seu representante jurídico e provedor da Misericórdia de Ponte de Lima e o seu representante jurídico, as partes acordaram que a instituição pagaria os retroativos devidos às suas trabalhadoras. Volvidos seis meses, e depois de nos pedir dados e mais dados, o senhor provedor, Alípio Matos, não paga aos trabalhadores como se tinha comprometido”, acusa Rosa Silva, em comunicado enviado à agência Lusa.

Em causa está o Contrato Coletivo de Trabalho (CCT) da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), em vigor desde novembro.

Contactado pela agência Lusa, o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Ponte de Lima, no distrito de Viana do Castelo, Alípio Matos, afirmou que “a instituição fez as atualizações salariais que entendeu”, escusando-se a tecer mais comentários sobre o teor do comunicado do CESP.

Na nota, a coordenadora do CESP afirmou que o provedor “goza com quem trabalha com uma enorme falta de respeito”, acrescentando que o sindicato “vai dar entrada com uma ação, à semelhança do que já fez com uma trabalhadora, que ganhou a causa”.

“Lamentamos a falta de palavra e de respeito pelos seus trabalhadores. Isto só prova que, afinal, a Santa Casa da Misericórdia de Ponte de Lima tem dinheiro, só não quer pagar o justo salário a quem tem um trabalho duro, física e psicologicamente”, frisa a nota.

Em 17 de abril, Rosa Silva referiu que “apenas metade das 10 Misericórdias do distrito de Viana do Castelo” estava, à data, “a pagar valores designados como retroativos que, nem o sindicato, nem os trabalhadores sabem a origem”.

A coordenadora do CESP especificou que, de acordo com o CCT, “as misericórdias teriam de pagar diuturnidades, no valor de 21 euros, de cinco em cinco anos”, garantindo ainda que o sindicato e os trabalhadores não baixarão os braços até que seja aplicado o CCT que foi estendido às IPSS”.

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