Paredes de Coura: Contas de 2025 com taxa de execução orçamental de 87,5% na receita e 86,2% na despesa

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A Câmara de Paredes de Coura terminou o ano de 2025 com uma taxa de execução orçamental de 87,5% na receita e 86,2% na despesa, sendo que a receita fiscal ultrapassou os 100% de execução, foi hoje divulgado.

Em comunicado, aquele município do distrito de Viana do Castelo acrescenta que o Relatório de Gestão e Prestação de Contas de 2025, aprovado pela maioria socialista no executivo e na Assembleia Municipal, “é uma clara demonstração que Paredes de Coura continua a cumprir e a cumprir-se, na gestão, no investimento e sobretudo, com as pessoas”.

“Aquilo que planeámos, executámos. Não prometemos nada, fizemos efetivamente. A receita cobrada líquida ascendeu a cerca de 16,6 milhões de euros, com uma execução das receitas correntes de 87%, demonstrando elevada capacidade de previsão e cobrança”, sublinha o presidente da Câmara, Tiago Cunha, citado na nota enviada às redações.

O autarca socialista refere que “ainda mais significativo, a receita fiscal ultrapassou os 100% de execução, fixando-se em 102,5%, o que revela dinamismo económico e eficácia na gestão”, salientando que, do lado da despesa, o município executou “cerca de 16,3 milhões de euros, com taxas de execução de 88% nas despesas correntes e cerca de 83% nas despesas de capital”.

“Investimento real, concretizado, feito, assente num claro equilíbrio: as receitas correntes — cerca de 13,3 milhões de euros — foram claramente superiores às despesas correntes — cerca de 10,5 milhões de euros”, afirmou, realçando que “o município gera capacidade própria para financiar investimento, com sustentabilidade e independência”.

Nas Grandes Opções do Plano, o município atingiu “uma execução de cerca de 83,67%, demonstrando que os projetos estratégicos não ficam apenas no papel e passam para o terreno, num claro sinal de que todo este exercício consolida a boa gestão num ano extremamente exigente, de transição política, de adaptação a novos instrumentos de financiamento (PT2030 e PRR), mas também de afirmação de coerência estratégica”.

“Crescer com equilíbrio, investir com critério e nunca perder de vista aquilo que nos define — a proximidade são os eixos que sustentam a governação autárquica em Paredes de Coura. Tudo o que foi feito consubstanciou-se em resultados, pelo que também foi traduzido expressivamente pela aprovação por maioria da Assembleia Municipal os documentos de Prestação de Contas da Câmara Municipal, com os 27 votos a favor – 23 do PS, um do PSD, dois dos independentes, um do PCP/PEV – e quatro contra, do PSD.

Contactado pela agência Lusa, o líder da bancada do PSD na Assembleia Municipal, José Augusto Caldas, justificou o sentido de voto “com a falta de sentido democrático do PS”.

“A maioria socialista quer limitar as declarações de voto do PSD, obrigando os quatro elementos que representam o partido na Assembleia Municipal a votar contra, para poder apresentar a declaração de voto”.

José Augusto Caldas explicou ainda que a liderança socialista da autarquia “não executou 62% das promessas relacionadas com a despesa de capital”.

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