Monção: Ecoparque de Tangil concluído em julho

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O Ecoparque de Tangil, um projeto educativo e ambiental, deve estar concluído em julho, depois de ter sido adjudicado por cerca de 213 mil euros, revelou hoje a Câmara de Monção.

Em comunicado, aquela autarquia do distrito de Viana do Castelo observa que a empreitada, “em fase de execução”, está englobada no projeto de requalificação e valorização do Rio Mouro.

“A intervenção tem como finalidade a otimização daquele espaço ribeirinho, junto à ponte de Tangil, atribuindo-lhe novas funções de fruição e recreio, com enfoque na educação e sensibilização ambiental, potenciando a sua utilização pela população local e visitantes”, descreve o município.

De acordo com a Câmara de Monção, a criação do Ecoparque de Tangil “introduz um fator de inovação e diversificação, contribuindo, por um lado, para aumentar a capacidade de oferta de animação turística na região e, por outro, para gerar novas oportunidades económicas proporcionadas pela estrutura ao longo do ano”.

A autarquia explica que, “aproveitando a topografia do terreno de implantação, disposto em três patamares alinhados com o corredor fluvial, o Ecoparque de Tangil distingue três zonas distintas”.

O primeiro patamar destina-se à criação de uma área de aparcamento e acesso pedonal, bem como um anfiteatro ao ar livre, com funções polivalentes, para receber atividades de educação ambiental, palestras temáticas e pequenas mostras de produtos ligados à região.

Parque Tangil

No segundo patamar, localiza-se o edifício de apoio a toda atividade, sendo constituído por casas de banho e uma sala principal que engloba a receção, loja comunitária, espaço expositivo e bar gastronómico.

“Este nível integra, ainda, as áreas funcionais destinadas ao lazer e fruição da natureza envolvente, nomeadamente o circuito ecoaventura, oficina ecológica e área social/artística”, acrescenta.

A intervenção no terceiro patamar “assume um caráter minimalista, envolvendo a limpeza das margens e do coberto vegetal existente, a erradicação das espécies infestantes e a valorização da galeria ripícola e vegetação autóctone”.

A câmara observa que, “partindo da realidade socioeconómica e territorial de Tangil, vigente nos usos e costumes ancestrais, o investimento no ecoparque considerou a atual tendência do turismo mundial, aberta a experiências genuínas, através de práticas e testemunhos com base local”.

Esta “forma emergente de conhecer e explorar a identidade específica de cada território” tem, progressivamente, “contribuído para uma crescente valorização dos espaços rurais, da sustentabilidade ambiental, da cultura popular, do património construído, dos produtos da terra e das histórias com rosto”, refere.

Lusa

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