Mariana Vergueiro apresenta Morning Rain a 27 de Janeiro em Valença

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A cantora portuense Mariana Vergueiro apresenta, em concerto gratuito, o primeiro disco de originais “Morning Rain”, no próximo dia 27 de Janeiro pelas 21h30, no auditório do CILV, da Escola Superior de Ciências Empresariais em Valença. O Jornal C esteve à conversa com a artista para saber um pouco mais da segunda noite de jazz do ciclo que está a acontecer em Valença.

Jornal C – Quando começou o projecto Mariana Vergueiro quinteto?
Mariana Vergueiro – Reuni a minha banda algures em 2014, algum tempo após ter terminado a licenciatura na ESMAE, onde tive oportunidade de escrever dois ou três rascunhos daquilo que mais tarde viriam a ser temas no meu primeiro álbum. Os músicos que integram o quinteto são meus amigos próximos, também eles impulsionadores deste projeto, e por quem nutro a maior admiração, respeito e gratidão por serem tão dedicados a ele, no meio de tantas propostas de enorme qualidade e exigência nas quais se envolvem.

Jornal C – Materializaste em disco “morning Rain”, ainda é importante para um músico sentir que existe a determinado momento um álbum?
Mariana Vergueiro –Sem dúvida. Morning Rain é o meu primeiro passo e, como tal, hoje já tomaria outras opções, já conquistei novas metas e tenho mais recursos enquanto intérprete. No entanto, a distância e a maturidade com as quais abordo os temas deste disco permitem-me revisitá-lo a cada concerto, a cada sessão de ensaio ou estudo. O meu primeiro álbum é produto de um sonho, de uma forte vontade de iniciar um percurso, e por isso vai sempre existir como pedra basilar do meu trabalho futuro.

Jornal C – Foi importante ter sido um dos álbuns do ano para a algumas publicações de referencia da esfera do jazz como a jazz.pt?
Mariana Vergueiro –O reconhecimento do nosso trabalho é muito motivador. Fiquei muito grata e feliz por receber essa distinção e saber que o meu trabalho foi considerado ao lado do de músicos de renome nacional e internacional. Para mim significa que tenho um sentido de responsabilidade perante os meus próximos passos e que terei de trabalhar com afinco para poder continuar a merecer essa atenção.

Jornal C – Desde o lançamento do disco a 26 de Novembro de 2015, tem acontecido uma série de apresentações. Como tem sido o acolhimento por parte do público? Por ser smooth jazz facilita essa empatia com a assistência?
Mariana Vergueiro – Tenho tido a honra de apresentar o projecto Morning Rain em diversos locais e contextos, cada um com as suas características e, felizmente, com um retorno positivo perante o trabalho que mostramos. Acredito que sim, que o facto de sermos um grupo com voz pode aproximar algum público menos predisposto à partida, o que é um desafio interessante e motivador.

Jornal C – Em Valença vai ser um concerto em formato quarteto, sem a presença do Bruno Macedo. Alguma surpresa para esta noite junto á fronteira?
Mariana Vergueiro –Todos os membros deste grupo são fundamentais, e o facto de fazermos este concerto sem o nosso guitarrista vai obrigar a ajustar todos os arranjos para o formato de quarteto. Essa é a surpresa que guardamos para Valença: vamos revisitar o disco sob um olhar novo, onde irá prevalecer a característica mais marcante do meu trabalho, que é a transparência de uma comunicação sincera com o público com os sons e as palavras pelo meio.

 

 

 

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