Economia: Lucro da SONAE cai 17% para 170 ME em 2022

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A Sonae totalizou 179 milhões de euros de lucro em 2022, menos 17% do que no ano anterior, uma descida justificada pela empresa com o “esforço em estar ao lado das famílias, absorvendo parte da inflação”, foi hoje anunciado.

“O resultado líquido atribuível aos acionistas, excluindo itens não recorrentes, diminuiu 17% em 2022 para 179 milhões de euros”, indicou, em comunicado, a empresa.

A Sonae justificou esta descida com o “esforço em estar ao lado das famílias absorvendo parte da inflação”.

A isto acresce o aumento dos custos e o impacto indireto de -43 milhões de euros, “na sequência das imparidades no negócio de retalho de moda, de desvalorização dos ativos da Sierra e do impacto no valor dos ativos da Bright Pixel”.

Só no quarto trimestre de 2022, a Sonae teve um resultado líquido recorrente negativo de 10 milhões de euros.

Por sua vez, o volume de negócios consolidado fixou-se em 7.700 milhões de euros, um ganho homólogo de 10,9%.

As vendas ‘online’ agregadas avançaram, neste período, 17% e ultrapassaram os 700 milhões de euros.

O resultado antes de imposto, juros, amortizações e depreciações (EBITDA) subjacente da Sonae cresceu 6% para 635 milhões de euros.

Em 2022, o grupo investiu 1.000 milhões de euros em Portugal.

Já o investimento consolidado progrediu 34% para 634 milhões de euros.

No que diz respeito à atividade de gestão do portfólio, a Sonae investiu 277 milhões de euros (+42%) e encaixou 301 milhões de euros com a venda de ativos.

A dívida líquida consolidada cedeu para 540 milhões de euros, “o valor mais baixo deste século”.

No ano passado, a empresa e os seus negócios criaram mais de 1.200 postos de trabalho, destacando-se o retalho, subindo para cerca de 48.000 o seu número de colaboradores.

O valor líquido do portfólio da Sonae ascendeu a 4.000 milhões de euros no final de 2022, em linha com o ano anterior.

Por área de negócio, o retalho alimentar (MC) teve uma redução da rentabilidade, penalizada também pela inflação.

“Neste contexto exigente e desafiador, a MC esteve ao lado das famílias, ajustando a sua proposta de valor para ir ao encontro às necessidades dos seus clientes e investindo na expansão do seu parque de lojas de forma a levar os seus benefícios a um número crescente de pessoas”, sublinhou.

Ainda assim, “o investimento realizado e o reconhecimento deste esforço para conter os impactos da inflação dos clientes”, levou a uma faturação de 6.000 milhões de euros, um crescimento de 11,5%.

No segmento da eletrónica, a Worten teve um volume de negócios de 1.200 milhões de euros, mais 5,4% do que em 2021.

O volume de negócios da Zeitreel, que opera no setor da moda, ascendeu 12% para 387 milhões de euros, abaixo dos números de 2019.

A Sierra, por seu turno, aumentou os ativos sob gestão não relacionados com atividades de retalho para 1.300 milhões de euros, uma subida de 700 milhões de euros.

No ano em análise, a Bright Pixel investiu 48,7 milhões de euros nas empresas do seu portfólio e em novas empresas.

O volume de negócios da NOS aumentou 6,3% para 1.500 milhões de euros, enquanto o resultado líquido, excluindo as mais-valias da alienação de torres, situou-se nos 138 milhões de euros, menos 4% do que em 2021.

No que diz respeito ao retalho de desporto, entre agosto e outubro, as vendas da ISRG cresceram 8,6%, em comparação com o ano anterior, e nos serviços financeiros, o cartão Universo ultrapassou a barreira de um milhão de utilizadores.

Face a estes resultados, o Conselho de Administração da Sonae vai propor o pagamento de um dividendo de 0,0537 euros por ação.

Citada na mesma nota, a presidente executiva da Sonae, Cláudia Azevedo, notou que existem sempre “riscos inesperados”, mas mostrou-se confiante quanto ao futuro.

“Este ano está já recheado de projetos e iniciativas dinâmicos, repletos de inovação e sustentabilidade. Continuaremos a potenciar o crescimento e a trabalhar em conjunto para criar um amanhã melhor para todos”, referiu.

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