O Município de Caminha formalizou ontem ao final da tarde, a assinatura de um protocolo de colaboração com a Direção-Geral da Autoridade Marítima, com vista ao apoio na edificação de uma estação Salva-Vidas no concelho. Na cerimónia, que contou com a presença de diversas entidades, a Presidente da Câmar, Liliana Silva, sublinhou que este projeto “nasceu da colaboração e da vontade conjunta de torar Caminha mais segura e preparada”, acrescentando que “este protocolo e a futura Estação Salva-Vidas representam um investimento no presente, mas sobretudo confiança no futuro”. O Diretor-geral da Autoridade Marítima, Vice-almirante Nuno Chaves Ferreira, afirmou “hoje damos um passo decisivo para tornar Caminha mais segura, mais preparada e mais resiliente”.

O protocolo foi assinado pelo Diretor-geral da Autoridade Marítima, Vice-almirante Nuno Chaves Ferreira e pela Presidente da Câmara Municipal de Caminha, Liliana Silva.
Liliana Silva, destacou a relevância desta infraestrutura para um território marcado pela forte ligação ao rio e ao mar, sublinhando “é com enorme satisfação que estamos reunidos neste dia tão importante para o concelho de Caminha, para assinalar não apenas a apresentação da futura Estação Salva-Vidas de Caminha, mas também a assinatura do protocolo que permitirá concretizar este projeto tão relevante para a nossa comunidade”.
Sobre o protocolo e edificação da Estação Salva-Vidas, o Vice-almirante Nuno Chaves Ferreira referiu: “este é, acima de tudo, um momento de concretização. Resulta de uma necessidade objetiva, identificada ao longo dos últimos anos e confirmada pelos trágicos acontecimentos do ano passado. A decisão foi tomada na sequência de uma visita que efetuei a este local logo após assumir funções como Diretor-Geral da Autoridade Marítima. A edificação desta Estação Salva-Vidas não é apenas a construção de uma infraestrutura: é a resposta concreta a uma necessidade operacional e às legítimas aspirações dos cidadãos de Caminha”.
Durante a cerimónia, foram apresentados o projeto, bem como as funções e os procedimentos que irão orientar a futura Estação Salva-Vidas de Caminha, pelo Capitão do Porto de Caminha.

Este investimento estratégico contempla a adaptação de um hangar já existente nas instalações da Capitania do Porto de Caminha, na foz do rio Minho, permitindo reforçar significativamente a capacidade de resposta em operações de socorro e salvamento marítimo e fluvial, bem como representa uma mais-valia para a segurança de pessoas e bens, beneficiando não só a população local, mas também todos os utilizadores das áreas marítimas e fluviais do concelho. Isso mesmo reiterou a autarca de Caminha “a criação desta Estação significa reforçar a capacidade de resposta em situações de emergência, garantir maior segurança aos pescadores, navegadores, praticantes de desportos náuticos e a todos que cá vivem ou visitam a nossa costa”.
No âmbito do protocolo agora celebrado, o Município de Caminha assegura uma comparticipação financeira até 50% do valor da empreitada, correspondente a um montante máximo de 196.800 euros, incluindo IVA. Por sua vez, a Direção-Geral da Autoridade Marítima compromete-se a garantir a instalação e operacionalização da estação, bem como a lançar o procedimento da obra no prazo máximo de seis meses após a assinatura do acordo.
Liliana Silva referiu que este protocolo “simboliza aquilo que deve orientar a ação pública: cooperação, compromisso e visão de futuro”.
Nuno Chaves Ferreira ainda sublinhou que este equipamento nasce de “uma comunhão de vontades, esforços e propósito comum que nos vai permitir edificar uma capacidade que há tanto ambicionávamos. A futura Estação Salva-Vidas permitirá assegurar uma intervenção que abrange não só a faixa costeira entre Vila Praia de Âncora e a foz do Minho, mas igualmente todo o Troço Internacional do Rio Minho até Valença, contribuindo diretamente para a proteção da vida humana, de todos aqueles que fazem do mar e do rio um modo de vida, uma via de transporte ou um espaço de lazer”.
O Diretor-geral da Autoridade Marítima destacou as três dimensões deste projeto: destacar três dimensões fundamentais deste projeto: “a primeira é a dimensão operacional e de segurança. Esta infraestrutura reforçará a capacidade de resposta do Dispositivo de Salvamento Marítimo nesta área, marcada pelas especificidades da barra de Caminha, pelo assoreamento do Rio Minho e pelo aumento das atividades marítimas e fluviais; a segunda dimensão é a institucional. Este protocolo é um testemunho da cooperação entre o Estado e o Município de Caminha, em torno do interesse público, da proteção das populações e da valorização do território e a terceira dimensão é a da preservação ambiental, através da colaboração interinstitucional, com a Agência Portuguesa do Ambiente. A beneficiação, ampliação e dragagem do pontão da foz do Rio Minho serão decisivas para a prontidão dos meios de salvamento, mas também para que os trabalhos sejam efetuados num quadro de conservação do ambiente marinho”.
Nuno Chaves Ferreira ainda destacou: “a futura Estação Salva-Vidas de Caminha será dotada de meios modernos, de pessoal qualificado e de condições adequadas para responder eficazmente aos desafios operacionais desta região. Mas representará também algo mais profundo: representará a presença do Estado junto das populações, a proximidade, comunhão e resposta e, ainda, a valorização de Caminha enquanto espaço marítimo e ribeirinho.
Esta parceria reforça o compromisso do Município de Caminha na promoção da segurança marítima, na valorização das infraestruturas de apoio à atividade costeira e fluvial e na salvaguarda de um território profundamente ligado ao mar e ao rio.



