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Sexta-feira, 14 Junho, 2024
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Caminha: “Ranking do ‘grande boom’ imobiliário é uma mera ação de marketing”, critica a OCP

"Presidente da câmara assume como grande vitória e partilha notícia de um ranking que mais não é do que marketing de uma empresa imobiliária internacional com interesses específicos", acusa a Coligação O Concelho em Primeiro.

A Coligação O Concelho em Primeiro (OCP), em nota enviada hoje à imprensa, veio a público lamentar “a parangona feita em torno de um ranking que não tem por base dados objetivos e concretos, realisticamente comprovados.”

Segundo aquela coligação, “o presidente da câmara Rui Lages, na sua ânsia de querer mostrar trabalho que não faz nem fez, lendo só o título da notícia e sem estudar o que estava por trás do ranking partilhado como ‘Melhor local da Europa para investir em imobiliário fica em Portugal’ fez uma publicação enaltecendo-se a si próprio por bom trabalho que no fundo não é da sua responsabilidade no município.”

Na referida nota de imprensa, a OCP deixa vários alertas acerca desta publicação.

“Este ranking foi promovido pela denominada Real Estate Trend Alert, e publicado na edição online da International Living que se dedica à publicação de assuntos relacionados com a venda imobiliária internacional e aluguer de espaços.

Qualquer pessoa pode ser membro da plataforma internacional, basta pagar o valor que pedem.

Para consultar os supostos dados do ranking em concreto também tem que se registar, e depois pertencendo à plataforma tem várias modalidades para pagar.

O dono da empresa, tem vários vídeos no Youtube de apelo a que pessoas adiram como membros à sua empresa, pagando para isso.

Real Estate Trend Alert Valor

Quando se investiga o Ranking verifica-se que é uma mera forma de marketing da empresa, sem critérios científicos avaliados por profissionais de diversas áreas.

No caso, esta é somente a opinião de UM membro desta empresa que visitou Caminha o ano passado. Provavelmente para o ano visitará outros concelhos e serão outros a pertencer ao ranking.

Referem no estudo que a base de análise de algumas categorias são subjetivas.

Por exemplo: O potencial de crescimento/ progresso é analisado com base em dados como a existência de estradas novas, aeroportos, pontes ou resort 5 estrelas. Com base nestes pressupostos, não é preciso dizer mais nada relativamente à nota 10 dada neste item.

A qualidade de vida é medida pela: vista, jantar, compras, transportes e saúde. Ora, a vista foi a natureza que nos agraciou, a qualidade de vida em Caminha não deveria ser medida pelos jantares ou pelas compras feitas, mas sim pela possibilidade de emprego, valor de salários ajustados, capacidade de comprar casa ou até de arrendar.

O vídeo promocional da empresa, apela a contactarem a Real Estate Trend Alert para negócios, mas não acerta no nome de Caminha e escreve Kamina.

Kamina

O promotor do ranking, ao dizer que por toda a “cidade há edifícios vazios”, envergonha-nos.

Não somos cidade, e lamentamos ter tantos edifícios vazios, o que significa em última análise que a população do concelho de Caminha não tem capacidade financeira para recuperar o seu património.

Dá ainda como exemplo de bons investimentos uma suposta “ Casa das Índias”, de investimento colonial” , mas em Caminha a esmagadora maioria das pessoas desconhece que casa é esta.

Casa Das índias

Diz ainda, no vídeo, que é um território desconhecido e que os estrangeiros não conhecem. Mas não era o sr. Presidente da Câmara que falava no grande sucesso do turismo no nosso concelho?”

A Coligação O Concelho em Primeiro (OCP) “fica sempre contente com boas notícias que sejam feitas sobre o concelho de Caminha, mas recusa-se a encarreirar com rankings que não são feitos de forma científica mas como uma mera estratégia de marketing para a empresa em questão.

O que não se entende é que o presidente da Câmara partilhe, divulgue e difunda este tipo de informação como sendo um dado cientifico e comprovado, quando a mesma se reveste de mero interesse imobiliário de uma empresa em concreto.”

A OCP termina dizendo “connosco os caminhenses contarão sempre com transparência e com informação rigorosa porque na política e na vida, não vale tudo, tão pouco a falta de estudo de rankings e a limitação da leitura às letras “gordas” de algumas notícias.

Como na gestão municipal, para a OCP é mais importante o conteúdo que os soundbytes. É do conteúdo que se faz um concelho e das suas políticas estratégicas de desenvolvimento e de captação do verdadeiro investimento que cria qualidade de vida aos caminhenses, ou seja a captação de empresas de diversas áreas que possam criar postos de trabalho para a nossa população”, conclui.

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