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Sexta-feira, 14 Junho, 2024
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Caminha: Aquisição do livro “25 de Abril de 1974 Quinta-feira” voltou a ser assunto na Assembleia Municipal

Jorge Nande (OCP) quis saber se a aquisição dos livros foi por contrato público com adjudicação direta ou uma forma encapotada de patrocinar um livro. Deputados municipais da OCP recusaram a oferta da publicação.

O Presidente da Câmara de Caminha, Rui Lages, foi à Assembleia Municipal realizada no passado dia 19 de Abril, tentar esclarecer aquilo que não esclareceu na reunião de Câmara de 3 de Abril, relativamente à compra de 120 livros “25 de Abril de 1974, Quinta-feira” pelo valor de 7500 €.

Livro 25 Abril

Recorde-se que na referida reunião em que esta aquisição foi discutida, os vereadores da coligação O Concelho em Primeiro (OCP) questionaram a Câmara sobre esta aquisição, acusando o executivo de ter comprado os livros por um valor acima do mercado.

Rui Lages 3
Rui Lages, Presidente da Câmara Municipal de Caminha

Na última Assembleia Municipal, no período antes da ordem do dia, Rui Lages veio mostrar e dizer que afinal se tratava de uma edição “limitada e única” mais cara (150 €) mas que a câmara tinha conseguido adquiri-la por um “valor simbólico” de cerca de 66 €.

O autarca anunciou que no final da reunião iria distribuir um exemplar do livro por cada um dos deputados e presidentes de junta.

 

Relativamente às críticas da oposição na referida reunião de câmara, Rui Lages fez questão de “elucidar” que existem 2 edições do livro, que exibiu e comparou.

 

Nande 2
Jorge Nande (OCP)

Em reação às explicações dadas pelo presidente da Câmara, o deputado Jorge Nande quis saber a verdade: “a aquisição dos livros foi por contrato público com adjudicação direta ou foi uma forma encapotada de patrocinar um livro?”, questionou.

 

Referindo-se à justificação dada pela câmara para proceder à aquisição dos livros – o interesse do município em dotar o museu com a referida obra – o deputado da OCP questionou porquê os 120 quando bastava um ou dois, “um para o museu, outro para a biblioteca”. O deputado aproveitou ainda para informar que não iria aceitar o livro por considerar que “Abril não se celebra com prendas balofas”.

 

Em resposta, Rui Lages acusou “alguma direita de ter dificuldade em assumir Abril, a democracia e a revolução dos cravos”. Já quanto à “verdade” pedida por Jorge Nande, o presidente da Câmara afirmou que relativamente à aquisição dos livros não havia “nenhum gato escondido com o rabo de fora”.

 

Não satisfeito com as explicações dadas por Rui Lages, Jorge Nande voltou à carga para perguntar se afinal a câmara tinha comprado ou patrocinado os livros, ou ambas.

 

Rui Lages disse não se ter esquecido de responder a nada, limitando-se a reiterar tudo o que já tinha dito.

 

Tal como havia anunciado o presidente do executivo, no final da Assembleia Municipal foram distribuídos pelos deputados e presidentes de junta os exemplares do livro. Assim como na reunião de câmara de 3 de Abril em que a vereadora Liliana Silva (OCP) recusou a oferta, também os deputados municipais da sua coligação o fizeram.

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