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Câmara de Caminha contratou auditoria financeira para esclarecer dívidas

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A Câmara de Caminha contratou uma auditoria financeira para avaliar, nomeadamente, algumas dívidas e decisões que a presidente da autarquia, eleita em 2025, considera “não serem legais”, revelou hoje a autarca.

“Contratamos uma auditoria financeira para apurar estas dívidas. Há aqui algumas decisões que considero que não são legais”, disse, na reunião camarária de hoje, Liliana Silva, que em outubro de 2025 conquistou a presidência daquela autarquia do distrito de Viana do Castelo para a coligação PSD/CDS-PP, após 12 anos de liderança socialista.

Durante o debate do Relatório de Atividades e Prestação de Contas de 2025, a presidente da Câmara de Caminha alertou para a “dívida brutal, de mais de 2,5 milhões de euros”, à Caminhaequi, com quem a autarquia estabeleceu uma Parceria Público-Privada (PPP) para construção e gestão das piscinas de Vila Praia de Âncora.

Liliana Silva observou que as contas de 2021 do município indicavam uma dívida de dois milhões de euros, as de 2022 uma dívida de 2,19 milhões e as de 2024 referiam 1,7 milhões de euros de dívida.

“Em 2025, sabemos que afinal a dívida é de 2,5 milhões de euros. É um erro grave. Onde disseram [no relatório apresentado pela maioria socialista] que tinha havido redução de dívida não houve”, frisou.

A autarca referiu ainda uma dívida de 67 mil euros ao agrupamento de escolas Sidónio Pais que “em 2022 saiu do relatório”.

“Fomos ver se a dívida foi paga e a dívida foi retirada desta declaração de pagamentos por despacho. Houve um protocolo em 2024 que foi para pagar esta dívida. Enquanto vereadora da oposição na altura, sinto-me enganada”, vincou.

De acordo com Liliana Silva, a Câmara foi notificada pela empresa para o pagamento imediato da totalidade da dívida.

“Para não bloquearmos a Câmara vamos apelar ao bom senso e tentar negociar a dívida de forma a começar a pagá-la”, afirmou a autarca, lembrando que a PPP “previa a construção de um parque estacionamento subterrâneo em Caminha que não avançou”.

Rui Lages, que assumiu a presidência da autarquia em 2022, quando o presidente eleito, Miguel Alves (PS), deixou o município para ir para o Governo, explicou que, relativamente à PPP, 2025 corresponde ao ano “em que as mensalidades foram pagas na totalidade”.

“O relatório tenta imputar-me uma dívida acumulada. Mas foi em 2025 que as mensalidades foram pagas na totalidade, ao contrário de anos anteriores. Nós não criamos o problema. Começamos a resolver o problema”, assinalou.

O ex-autarca frisou ainda que entregou a Câmara com “contas certas, lucro e liquidez imediata”.

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