Câmara de Caminha aprova descida de taxas de IMI e IRS

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Os habitantes do concelho de Caminha vão poupar em 2014 cerca de 300 mil euros que não vão pagar em impostos a cobrar no ano de 2015. Isto graças à decisão do executivo camarário caminhense que aprovou, ontem, a descida das taxas cobradas de IMI – Imposto Municipal Sobre Imóveis e da taxa variável de IRS, que os municípios podem cobrar até 5 por cento.

O Imposto Municipal sobre Imóveis baixa de 0,4% para 0,36% para os prédios urbanos avaliados nos termos do C.I.M.I., e da participação variável no IRS, que passa dos 3 para os 2 por cento.

O presidente da Câmara, Miguel Alves, explicou tratar-se do cumprimento das promessas eleitorais, apesar de admitir que os valores ainda não correspondem aos prometidos. Em campanha eleitoral prometeu descer o IMI para os 0,30 por cento.

Estes cortes nos impostos vão permitir às famílias do concelho uma poupança de 200 mil euros em IMI e de 100 mil euros em IRS.300 mil euros no total. Algo só possível, justificou o autarca, porque a Câmara vai apertar o cinto e cortar nas gorduras.

A proposta de cortes no IMI e no IRS foi aprovada pela maioria socialista, mas mereceu votos contra e abstenções da oposição social democrata.O porta-voz dos vereadores do PSD, Flamiano Martins, justificou que os 3 sociais democratas votaram contra a descida proposta para o IMI porque o socialista Miguel Alves tinha prometido cortes maiores ao eleitorado. Como não cumpriu com os valores prometidos, o PSD votou contra.
Os sociais democratas abstiveram-se na votação da proposta de redução da taxa cobrada de IRS.

A discussão que antecedeu a votação da proposta envolveu as contas da autarquia com os socialistas a justificarem que não desciam o IMI para os 0,30 por cento, tal como prometido na campanha eleitoral, porque a situação financeira do município não o permite.

Os sociais democratas desmentiram as acusações, tendo a vereadora Liliana Silva feito contas e garantido que, caso a autarquia tivesse, neste momento, de pagar todas as contas, teria ainda assim um saldo positivo de 2 milhões de euros. Algo que a equipa socialista nega e que promete esmiuçar ao pormenor durante a discussão do Plano de Actividades e Orçamento para o próximo ano.

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