Câmara atualiza tarifas do Ferryboat

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O executivo caminhense aprovou ontem em reunião de câmara, com a abstenção dos vereadores do PSD, a atualização das tarifas do ferryboat Santa Rita de Cássia, embarcação que faz a ligação entre Caminha e a margem galega de La Guardia.

Miguel Alves, presidente da Câmara de Caminha, explicou que as atualizações variam entre os 50 cêntimos e um euro, e que o aumento mais significativos diz respeito às autocaravanas que passam de 5.50 cêntimos para sete euros.

O aumento das horas de navegação de 2013 a esta parte e o aumento do preço do combustível, foram algumas das razões apontadas para esta atualização de preços que, segundo a Câmara, comparados com os valores que são cobrados noutros locais do país estão muito abaixo. Isso mesmo foi sublinhado pelo presidente da Câmara de Caminha, Miguel Alves.

Relacionado com esta questão do ferry, a vereadora do PSD, Liliana Silva, aproveitou a oportunidade para relembrar os transtornos que causa, principalmente aos peregrinos que se dirigem para Santiago, o facto do ferry estar parado à segunda feira, sublinhando a importância de se pensar numa alternativa. A vereadora quis também saber em que pé está o processo judicial com a Câmara de La Guardia.

Também o vereador do PSD, Paulo Pereira, desafiou o executivo a arranjar uma solução eficaz em alternativa ao ferry que nem sempre pode navegar devido às marés.

Relativamente ao processo judicial com a Câmara de La Guardia, Miguel Alves informou que está a decorrer os seus autos com normalidade.

Quanto ao facto da embarcação não funcionar à segunda-feira, Miguel Alves lembrou que quando tomou posse eram mais as vezes em que o ferry estava parado do que a funcionar e lembrou o grande esforço feito pelo seu executivo para por a embarcação a funcionar regularmente.

O facto de o município não dispor de alguém habilitado a pilotar o ferryboat também complica as coisas. Neste momento só existe uma pessoa habilitada a fazê-lo e o ferry para à segunda-feira porque é o dia de folga do piloto.

Apesar dos constrangimentos, Miguel Alves considera que é possível encontrar algumas soluções que minimizem os transtornos causados pelas paragens da embarcação e desfiou os presentes para, em conjunto, encontrarem uma solução que pode passar por parcerias com particulares que possam assegurar essa travessia quando o ferry não estiver em funcionamento.

 

 

 

 

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