AECT Rio Minho fecha contas de 2025 com lucro e capta quase 4ME para o território

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O Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) do Rio Minho aprovou, por unanimidade, o relatório de contas de 2025, realçando os resultados positivos e a captação de quase quatro milhões de euros de investimento no território.

No plano financeiro, “o agrupamento fechou 2025 com um resultado líquido de 91.743,96 euros e, um saldo de gerência de 177.881,65 euros. O dado mais expressivo foi, no entanto, a capacidade de captação de investimento para o território, estimada em cerca de 3.971.152,48 euros, associada à aprovação de projetos estruturantes com impacto nos próximos anos”, especifica o agrupamento.

“O exercício confirma a solidez do trabalho desenvolvido pela entidade e um novo impulso na sua atividade ao serviço dos 26 municípios das duas margens do rio Minho”, refere o AECT que reuniu em Valença.

Este AECT foi constituído em 2018 e abrange um total de 26 municípios com ligação ao rio Minho, 10 da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho e 16 no território galego da província de Pontevedra.

A área de atuação do agrupamento abrange mais de três mil quilómetros quadrados de superfície e 375.995 habitantes, tendo como principal objetivo “contribuir para o desenvolvimento e reforço da coesão económica e social do território que abrange”.

“A aprovação unânime das contas e do relatório de atividades reflete não só o reconhecimento do trabalho desenvolvido ao longo de 2025, mas também a confiança dos membros no percurso e na capacidade da instituição para continuar a gerar valor para o território. Entramos agora num novo ciclo com bases sólidas, uma estratégia clara e projetos estruturantes em implementação”, afirmou o diretor do AECT, José Manuel Vaz Carpinteira, citado numa nota enviada às redações.

O AECT destaca, entre outros projetos, “o ECOFRONT_MINHO, orientado para a gestão das infraestruturas verdes e a valorização do património natural do rio, com vista à futura candidatura à Reserva da Biosfera Transfronteiriça da UNESCO, e o projeto Ribeiras Vivas que aposta na requalificação ambiental dos rios Minho e Lima e na promoção da mobilidade sustentável através de uma rede de percursos (ciclovias, ecovias e trilhos), também conhecida como o Anel Verde”.

No domínio do turismo, “o VISIT_RIO_MINHO_PLUS avança na estruturação de uma oferta turística comum para todo o território, com produtos estratégicos nas áreas das rotas históricas e fortalezas, da gastronomia e enoturismo e da natureza e paisagem”.

“O AECT reforçou ainda a sua projeção internacional, através da participação em redes e projetos europeus, como o IURC, o RESPIRA e iniciativas de governação, consolidando o território como referência na cooperação transfronteiriça”.

No encontro, os membros da Assembleia Geral discutiram “os desafios estruturais do rio Minho, nomeadamente ao nível ambiental e da navegabilidade”, sublinhando “a persistente ausência de respostas políticas conjuntas por parte de Portugal e Espanha e apelaram a uma atuação coordenada entre os dois Estados”.

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