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Câmara de Viana do Castelo pondera implementar barcos de transporte público

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A Câmara de Viana do Castelo está a avaliar a implementação de barcos de transporte público entre as duas margens do rio Lima, revelou o presidente.

“Sim, está em equação, podemos ser nós [autarquia] ou pode ser o operador. Nesse caso seria convidar o operador a criar condições, porque há um ato público de concessão em que podemos colocar exigências para que haja uma evolução qualitativa”, afirmou Luís Nobre (PS), em resposta aos jornalistas a propósito da apresentação pública do Plano de do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS).

O autarca notou que o transporte público fluvial “será uma opção se tiver qualidade em termos de material, dos horários, das frequências”, indicando estar em causa um “processo fácil”.

No PMUS, a que a Lusa teve hoje acesso, assinala-se a intenção de “definir soluções para um sistema de transporte coletivo fluvial”

A ligação entre o cais fluvial anexo à Praça da Liberdade e o cais fluvial existente na Avenida do Cabedelo é identificada como potenciadora de “importantes sinergias locais, agilizando as ligações entre as duas margens, com potenciais mais-valias ao nível da competitividade intermodal”.

Luís Nobre explicou que o PMUS “incorpora a estratégia e o trabalho que vem sendo desenvolvido” para Viana do Castelo ser “uma cidade que facilita a mobilidade e a mobilidade suave”.

“Queremos criar soluções de alternativa efetiva, para que os cidadãos compreendam e percebam que têm alternativa ao transporte individual”, vincou, sublinhando que arrancou em setembro a operação TUViana, que municipalizou os autocarros urbanos de transporte público.

O autarca assinalou que esteve em causa “um investimento significativo, mas também um ato de coragem e determinação relativamente à estratégia ao nível da mobilidade”.

Destacando que os autocarros de transporte público urbanos de Viana do Castelo são 100% elétricos, o presidente da câmara observou que o lançamento do serviço teve “uma ação direta e outra indireta, de convidar à não utilização do transporte individual”.

Melhorar a “interconectividade” com a CP – Comboios de Portugal é outro percurso que a autarquia está a desenvolver.

O objetivo é “melhorar as frequências [de circulação de comboios]. Estão previstos movimentos pendulares de proximidade.

O PMUS fala também de “reinfrastruturar o troço urbano da Linha Ferroviária do Minho em túnel, promovendo a sua passagem para o subsolo, no sentido de mitigar o seu efeito enquanto fratura na malha urbana”. 

“Urge a necessidade de potenciar relações de charneira entre os diferentes núcleos atualmente segregados infraestruturalmente, […] incluindo a formalização de um “Green Belt” sobre o troço ferroviário a reestruturar em túnel”, descreve-se no documento consultado pela Lusa. 

Por outro lado, o PMUS considera “essencial que as políticas de estacionamento incentivem uma menor utilização do veículo automóvel”.

Uma das sugestões é “implementar uma nova política tarifária coerente de estacionamento em Viana do Castelo”, para “promover o aumento da rotatividade em áreas de forte procura”.

A “definição de estacionamento tarifado na via pública” é apontada como uma forma de transferir o aparcamento “para os parques ou bolsas de estacionamento”.

Refere-se igualmente a necessidade de tornar o sistema contraordenacional “mais eficaz e ágil”, de forma a que os cidadãos “encarem o custo do recurso ao estacionamento irregular como superior aos benefícios, o que terá maior impacto que a punição por si”.

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